quinta-feira, 29 de setembro de 2016

[9728] - ANIMA-SE A CORRIDA PARA O PLATEAU...


Por
Gonçalo Amarante

Prof. Joaquim Jaime Monteiro 
Homem humilde, sério e de coragem – o Candidato do Povo à Presidência!


Como diz o Livro dos Provérbios, «tudo tem o seu tempo».

Posto que, em Cabo Verde, se silencia tudo o que não vem dos partidos políticos ou dos seus maiorais, verdade abafada, mas apreciada pela Comunidade Internacional, foi a elevadíssima importância da Candidatura do Prof. Joaquim Jaime Monteiro nas Presidenciais de 2011, em Cabo Verde:

Provou que, numa terra pobre como Cabo Verde, os escassos recursos do Estado não devem ser esbanjados nas eleições presidenciais;

Provou que é incorrecto, suspeitoso e condenável qualquer Candidato fazer campanhas milionárias, com recursos de origem suspeita e censurável;

Provou que, para um cargo tão alto e tão exigente em isenção, independência e lisura moral, como o cargo de Presidente da República, não deve ser escolhido, em Cabo Verde, qualquer candidato cuja campanha evidencie recebimento de favores que têm de ser pagos ou compensados pelo eleito, à custa do Povo e da República;

Provou que, em Cabo Verde, o sistema marginaliza e ostraciza os homens de valor, repúblicos e aptos para contribuírem para a melhoria da vida do Povo.

Nada dos homens é eterno. 
Cada dia está a tornar mais palpável e mais visível o crescente desencanto do POVO para com os partidos políticos e para com os políticos, aqueles e estes com crédito em queda livre, se não nas ruas da amargura.

Evidenciam este desencanto a abstenção, crescente de Eleições para Eleições, com números alarmantes nas Eleições de 20/Março e de 04/Setembro; a margem cada vez maior de votos conseguida pelos Independentes em detrimento dos principais partidos políticos e até barrando o nascimento de novos partidos e o crescimento dos pequenos partidos, mesmo quando inteligente e corajosamente liderados (a ponto de legitimar a pergunta se esses novos e pequenos partidos não teriam mais votos como Independentes).

Desencanto que já não era sem tempo, pelo que um e outro partido e seus dirigentes, de cada vez que tomam as cadeiras do poder, têm feito para esquecer, prejudicar, “desencantar” o Povo.

Mais um sinal de que este desencanto é real foi a estratégia (vencedora) do Dr. Ulisses Correia e Silva de que seu “partido é Cabo Verde”, o que prova que soube ver a tempo e tirar proveito do desencanto do Povo com os partidos: apostou no homem e no compromisso do homem para com o Povo de Cabo Verde. Nas Autárquicas, mais uma vez, foi a mesma estratégia do “homem” a credenciar e a reforçar outros homens, que eram os candidatos às câmaras municipais.

Passou o tempo em que o Povo se encarneirava atrás de um partido ou de simpatia partidária.
Nesta necessária e saudável evolução política, o Povo procura ver o mérito real do homem a quem dá o seu voto.

Esse mérito real, tem-no o Candidato Joaquim Jaime Monteiro de sobra para se colocar à frente dos ilustres concorrentes, pelo que Joaquim Jaime Monteiro tem feito para o Povo de Cabo Verde, mas que a sua humildade e a sua modéstia o impedem de dizer.

Afirmo de modo bem claro que, se o POVO é JUSTO, o elevado merecimento de Joaquim Jaime Monteiro o coloca à frente de todos os outros ilustres Candidatos.

Encontrava-me a trabalhar em Angola, quando surgiram os terríveis e sanguinários confrontos armados que desembocaram na guerra civil. 
Nós, os Cabo-verdianos então em Angola, fomos apanhados na perigosa ratoeira de sermos tomados, por cada força angolana em confronto, como possíveis aliados dos seus adversários.

Nos começos de 1975, os Cabo-verdianos de Huambo foram cercados e estavam em vias de serem chacinados, quando a Organização das Nações Unidas, ONU, providenciou voos (civis) de emergência, para evacuarem os Cabo-verdianos cercados em Huambo e em vias de serem liquidados.

O clima e furor de guerra era tão grande e tão intenso, que, chegados a Luanda, os aviadores ao serviço humanitário da ONU mostraram os perigos que tornavam impossível os voos sem escolta de aviões militares (caças a jacto), que dessem apoio e cobertura aos voos civis contra armas antiaéreas.

Apertados estavam os nossos corações perante a iminência de, nas poucas horas que faltavam, e em que os aviadores não podiam fazer os voos de socorro a Huambo, os nossos irmãos e irmãs, Cabo-verdianas e Cabo-verdianos serem dizimados.

Foi nessa hora de total desespero que, em Luanda, o Prof. Joaquim Jaime Monteiro, na sua coragem e no seu AMOR ao POVO DE CABO VERDE e a CABO VERDE, procurou os Aviadores ao serviço da ONU e, com os seus conhecimentos militares, os convenceu a fazerem os voos, disponibilizando-se ele para, no cockpit, os acompanhar e aconselhar sobre a segurança dos voos.

Chegados a Huambo, esperava-o o duríssimo e quase impossível problema de convencer as hordas armadas que tinham cercado, encurralado e estavam em vias de chacinarem os Cabo-verdianos, porque, alegavam, os Cabo-verdianos de Luanda tinham tomado posição contra eles.

Com a sua invulgar coragem e aquela sua serena presença de espírito (qual o do Santo Padre Leão I para demover Átila), Joaquim Jaime Monteiro conseguiu convencer as hordas armadas a libertarem e a deixarem partir os Cabo-verdianos para Luanda, de onde puderam regressar sãos e salvos para Cabo Verde, graças à coragem, ao valor e sobretudo ao Patriotismo e ao rasgado Amor de Joaquim Jaime Monteiro à sua terra e ao seu POVO DE CABO VERDE.

Nessa altura, a tremenda situação no Huambo e em toda a Angola e o apertado dramatismo das circunstâncias não permitiam e não me permitiram dar um FORTE ABRAÇO ao GRANDE CABO-VERDEANO DE SEMPRE que é JOAQUIM JAIME MONTEIRO!

Em 2011, problemas difíceis de saúde na minha família não me permitiram fazer este artigo de gratidão e de apoio.

Agora vejo que «DEUS escreve direito por linhas tortas», porque agora é o tempo certo, pois, como diz o Livro de Provérbios «tudo tem o seu tempo»: O tempo em que, desencantado com partidos e com políticos, o POVO de CABO VERDE procura votar no HOMEM QUE MERECE.

Os Candidatos são ilustres.
Mas Justiça seja feita, Cabo-verdianas e Cabo-verdianos, nesta hora da Verdade, há algum Candidato que mereça passar à frente de Joaquim Jaime Monteiro? …
– Salvo o devido respeito, perante DEUS e perante os homens, NENHUM!




[9727] - DO BRASIL, COM INTELIGÊNCIA...

ESTE JUÍZ fazia cá falta para julgar o caso da aluna que até bateu na professora, pelo mesmo motivo,,,.A nossa SIC, e outras TVs...nem uma palavra!!!

O QUE SE SEGUE NÃO ACONTECEU EM PORTUGAL
Mas serve como exemplo...
O ALUNO QUE PROCESSOU O PROFESSOR POR ESTE LHE TER APREENDIDO O TELEMÓVEL NA SALA DE AULA PERDE A CAUSA EM TRIBUNAL!!!


O juiz Eliezer Siqueira de Sousa Junior, da 1ª Vara Cível e Criminal de Tobias Barreto, no interior do Sergipe, Brasil, julgou improcedente um pedido de indemnização que um aluno pleiteava contra o professor que lhe tirou o telemóvel na sala de aula.
De acordo com os autos, o educador tomou o telemóvel do aluno, pois este estava a ouvir música com os fones de ouvido durante a aula.
O estudante foi representado por sua mãe, que exigia  reparação por danos morais diante do "sentimento de impotência, revolta, além de um enorme desgaste físico e emocional". Na negativa, o juiz afirmou que "o professor é o indivíduo vocacionado para tirar outro indivíduo das trevas da ignorância, da escuridão, para as luzes do conhecimento, dignificando-o como pessoa que pensa e existe”. O magistrado solidarizou-se com o professor e disse que "ensinar era um sacerdócio e uma recompensa. Hoje, parece um carma".
O juiz Eliezer Siqueira ainda considerou que o aluno violou uma norma do Conselho Municipal de Educação, que impede a utilização de telemóveis durante o horário escolar, além de desobedecer, reiteradamente, às instruções do professor. Ainda considerou não ter havido abalo moral, já que o estudante não utiliza o telemóvel para trabalhar, estudar ou qualquer outra actividade edificante.
E declarou: "Julgar procedente esta demanda, é desferir uma bofetada na reserva moral e educacional deste país, privilegiando a alienação e a contra educação, as novelas, os reality shows, a ostentação, o ‘bullying intelectual', o ócio improdutivo, enfim, toda a massa intelectualmente improdutiva que vem assolando os lares do país, fazendo às vezes de educadores, ensinando falsos valores e implodindo a educação brasileira”.
Por fim, o juiz ainda faz uma homenagem ao professor. "No país que virou as costas para a Educação e que faz apologia ao hedonismo inconsequente, através de tantos expedientes alienantes, reverencio o verdadeiro HERÓI NACIONAL, que enfrenta todas as intempéries para exercer seu ‘múnus’ com altivez de caráter e senso sacerdotal: o Professor."

ISTO DEVERIA SER LIDO POR TODOS OS POLÍTICOS, MAGISTRADOS, PROFESSORES, ALUNOS MAL COMPORTADOS E RESPECTIVOS PAPÁS...

(Pesquisa de Adriano M. Lima)

[9726] - AS IDEOLOGIAS EM DÉFICE...



DA IDEOLOGIA E OUTRA ORDEM DE PRINCÍPIOS

     As ideologias podem definir-se grosso modo como sistemas de pensamento abstracto concebidos para interpretar a realidade social e encontrar soluções para os problemas das comunidades humanas. Os partidos políticos organizam-se em função de uma ideologia, que, em princípio, deverá pautar a sua concepção sobre a sociedade e a governação da coisa pública.
     Mas, nos tempos que correm, há quem pense que a ideologia está a ser substituída por ideias feitas produzidas por uma determinada corrente da economia. Ou seja, por uma visão monolítica veiculada por uma globalização de cariz neoliberal, pouco aberta a encarar variantes de pensamento racional no seu seio. É certo que todo o sistema económico é legítimo detentor de uma ideologia, mas o problema é quando ele se julga inatacável nas suas razões, nos seus propósitos e nos seus fins. Em boa verdade, esse monolitismo, salvaguardadas as diferenças, tende a ser do mesmo jaez do que caracterizava a ideologia marxista-leninista, que se subordina rigidamente às relações de dominação entre as classes sociais, pouca margem de maleabilidade consentindo na sua dialéctica.
    Estando a ideologia marxista-leninista aparentemente na mó de baixo, a palavra de ordem vem agora de uma ideologia de sentido contrário, e de coloração única, em que o credo do mercado sob a égide do capitalismo liberal mais ortodoxo se impõe em toda a linha condicionando a vida dos povos.
     E qual é o resultado desta evidência? Desde logo, uma vez induzida uma única visão da realidade, a Ideologia, na sua pluralidade, deixa de catalisar a discussão e o confronto político, ficando assim coarctada a liberdade de pensar, criar e inovar. E a democracia é praticamente assassinada porque só um livre escrutínio eleitoral pode ditar a escolha maioritária da ideologia vencedora ou dos acordos políticos gerados pelo confronto de pensamentos diferentes ou opostos. Só nessa condição a Ideologia é trave mestra na definição dos parâmetros orientadores das soluções governativas. Ora, se falece essa possibilidade, ou se estiola a virtude que lhe está subjacente, cai-se na alienação e na consagração de um pensamento único, via aberta para a autocracia. 
     De facto, a ausência da discussão e do confronto de visões distintas abre caminho para a aridez mental que propicia a manipulação de consciências. Por trás, instalam-se então de pedra e cal poderes invisíveis que se obstinam nos seus processos e nos fins a atingir. No nosso país como em outros mais, os instrumentos dilectos da sua estratégia de manipulação são órgãos de comunicação e políticos domesticados e desprovidos de ideologia.
     Sim, políticos domesticados e desprovidos de ideologia, disse eu. Infelizmente, é o que mais abunda nas pseudo democracias da actualidade. Políticos que nunca se sentiram tocados por um lampejo do ideal de servir a comunidade e que apenas ingressaram numa formação partidária para assegurar um modo de vida cómodo que nunca almejariam mercê das suas capacidades profissionais e competindo no mundo do trabalho. 
     Muitos deles se diziam da extrema-esquerda na sua juventude para mais tarde se metamorfosearem hipocritamente em sociais-democratas ou liberais, como ilustram vários exemplos. Mas em todos os casos sem um verdadeiro substrato ideológico enraizado no seu espírito. São dos tais que mudam de partido como quem muda de casaca ou que abdicam de cargos políticos para que foram eleitos mal vejam o aceno de um lugar privilegiado numa superestrutura supranacional ou a oferta de um cargo bem estipendiado no tal mercado que hoje manipula e tutela as nossas vidas. De resto, para eles o cargo político é apenas um trampolim para outros voos. Sem ideologia propriamente dita na ossatura do seu pensamento ou nas fímbrias da sua consciência, desconhecem o significado da palavra Ética e espezinham a palavra Moral se algo de incómodo surge no trajecto das suas conveniências pessoais.
     A União Europeia foi outrora um paradigma de valores e princípios que outros povos gostariam de emular. Hoje, o seu destino parece estar nas mãos de gente sem ideias, pouco escrupulosa e de escassas virtudes.
     

Tomar, 23 de Setembro de 2016
Adriano Miranda Lima





quarta-feira, 28 de setembro de 2016

[9725] - CORRIDA VICIADA...


Esta madame a quem parece haver algo que lhe cheira mal, chama-se Kristalina Georgieva e é uma dos vice-presidentes da U.E. que, subitamente, parece querer entrar numa corrida que já vai na QUINTA ETAPA, como se os restantes concorrentes fossem meros verbos de encher, marionetas de uma pantominice qualquer em que Angela Merkel continua a pensar que basta ela estalar os dedos para todo o mundo se por de joelhos, ela que se apresenta como madrinha desta bulgar, desculpem, desta búlgara cujo rictus facial deve denunciar o pivete da sua própria falta de estatura moral...
Não me parece que esta atitude da "pequenina" fura-bichas a recomende para o lugar que agora pretende disputar, como quem, subitamente, sente o irreprimivel desejo de um chá com torradas - o de Secretário-Geral da Organização das Nações Unidas...

[9724] - ~ESS' QU' É NHA TERRA...

Foto Jailson Coelho - Ribeira de Calhau - S.Vicente

[9723] - CHUVA GROSSA...


A ilha de S.Vicente acaba de ser bafejada com uma das maiores precipitações dos últimos anos, da ordem dos 300 milímetros por metro quadrado,, o que terá levado a que algumas ruas se tenham visto, subitamente, transformadas em rios caudalosos... Relata-se que todos os poços, alguns dos quais se encontravam secos há cerca de quatro anos, apresentam já para cima de 15 metros de água o que abre novas perspectivas às culturas de regadio...
Por outro lado,  e atentando-se na cor das águas que, em torrente, descem para a costa, é penoso verificar que, por falta de obras para retenção dos caudais pluviométricos, toneladas de solo arável continuam a ser arrastadas para o mar que cerca a ilha reduzindo, assim, a sua capacidade produtiva, enquanto na ilha de S.Tiago se despenderam milhões na construção de barragens...Aliás, até parece que, uma delas, em vez de reter, sorve a água para as entranhas da terra, numa demonstração grotesca de uma política de autêntico esbanjamento do herário público subsidiado pela ajuda externa...
Assim, enquanto na Praia se delapida o orçamento, em S.Vcente deixa-se que escorram para o mar milhões de metros cúbicos de água que, no seu percurso sem obstáculos vão dissolvendo e arrastando consigo a pouca terra fértil que a erosão dos séculos e o esforço humano conseguiram extraír das entranhas vulcânicas da ilha mártir...

[9722] - ESTATISTICA...

 

Parece que as férias foram benéficas tendo provocado um aumento significativo da curiosidade dos viajantes da Net, no que concerne à frequência e volume das visitas a este Blogue...
Efectivamente, desde o dia 30 de Agosto que as visualizações se mantêm acima das 400 por dia, tendo ultrapassado as 500, dez vezes, as 600, quatro vezes e as 700, três vezes... O mínimo (402) registou-se no dia 2/9 e o máximo (726) no dia 17/9... Mas, se ao nível das visitas "mudas" houve progressos, no que concerne a comentários expressos, tudo na mesma: os escassos comentários continuam a ser produzidos por um restrito grupo de amigos que, por feliz acaso, se conhecem pessoalmente entre si, mau grado residam, cada um, numa área geográfica diferente, entre Almada, Tomar, Queluz, Aveiro, Mindelo, Tours, Paris...Poucos, mas muito bons!

terça-feira, 27 de setembro de 2016

[9721] - ANTROPOLOGIA CULTURAL...


Diâmetro 1,8 cm

O AMULETO DOS TRÊS VINTÉNS...
.
Pela primeira vez, em Portugal, no reinado de D. Pedro II, se cunhou a moeda de três vinténs, de prata. E foi sendo cunhada até ao fim do reinado de D. Miguel que terminou em 1834 pela convenção de Évora-Monte. Nos reinados seguintes desapareceu esta simpática moedinha, embora continuassem em circulação as anteriormente cunhadas.
Esta moeda de prata, pequenina, tem, para os estudiosos da antropologia cultural, um encanto especial. É que a ela anda ligada uma tradição de séculos e uma expressão linguística corrente ainda hoje, embora com significado bem específico que todos conhecemos: aquela já não tem os três vinténs; ou já lhe tiraram os três vinténs.
Mas, vamos à história: antigamente, as mães que podiam ofertavam às suas filhas, às vezes logo no dia do nascimento, uma moedinha de prata, de três vinténs, ou seja de 60 réis a que faziam um furinho por onde passavam um fio que permitia dependurá-la ao pescoço da menina. Funcionava como amuleto para salvaguardar a pureza e a virgindade daquela jovem que durante toda a  vida o usava com orgulho.
Só com o casamento ela entregava a moedinha ao marido, ou este, orgulhoso, lha tirava do pescoço para a guardar religiosamente. Podia então a sociedade afirmar com verdade que ela já não tinha os três vinténs porque os deu ou o marido lhos tirou. Estava, pois, casada, não era mais uma menina virgem.
A peça deste mês é uma dessas moedinhas, cunhada no reinado de D. José I, em data não assinalada na cunhagem: três vinténs de prata. A marca caraterística destas moedas, como se disse, era o furinho por onde passava o fio que havia de as suspender. Todavia, a peça que hoje vos trazemos tem dois furos, não alinhados, o que, muito provavelmente, significa ter servido duas vezes: à mãe e à filha, à avó e à neta... Talvez que uma importante superstição aconselhasse que o mesmo furo não devesse servir duas vezes.
Bonito, a nosso ver, é o estudo da cultura tradicional e popular dos portugueses; e esta peça e esta história e tudo o mais que gira à sua volta, parecem-nos encantadores.

ASSOPS-Associação de Passos de Silgueiros * Rua Dr. José Assunção, 113, Passos de Silgueiros 3500-541 SILGUEIROS * Telefone: 232 952 001 * www.assops.pt * museudesilgueiros@gmail.com

[9720] - MIGINGO - UMA ILHA ÚNICA!...







Pesquisa de Adriano M. Lima

[9719] - A BRINCAR, A BRINCAR...


[9718] - A QUIMERA DO TERMINAL DE CRUZEIROS...

Terminal de Cruzeiros de Ponta Delgada - S. Miguel - Açôres

 " Faltam 3 dias para o fim de Setembro, data limite para o Governo utilizar os 10 milhões dólares doados pela Holanda a Cabo Verde, a fundo perdido, se não conseguirem mobilizar os outros 18 milhões dólares que faltam para o Terminal de Cruzeiros... Até hoje, nem um pio mas, no noticiário das 13.00 horas, de ontém, o ministro da cultura anunciava 20 mil contos para a Cidade Velha destinados à recuperação da Sé Catedral. "
(E. Monteiro)



[9717] - REGIONALIZAÇÃO VERSUS CENTRALISMO...

Como está concebida e congeminada, de um lado, por centralistas e ilusionistas, declarados e disfarçados, dos dois maiores partidos, e do outro, por idiotas, papalvos,  míopes, vulgares bairristas, e umbiguistas, cheios de si e carregados de não me importa, não vai resultar, pelo menos, para algumas ilhas, como São Vicente, Boa Vista, Maio, Brava, São Nicolau. E para as ilhas com 3 ou mais concelhos também não vai resultar em nada de bom, antes, vai complicar, baralhar s situação.
Entretanto, a Praia poderá ter estatuto especial - que poderá não ser apenas administrativo, ao contrário do previsto na Constituição da República, estatuto especial, que voltarão a tentar que não seja apenas para a Cidade da Praia, por ser capital do país, como previsto na Constituição, mas para todo o Município da Praia.
As elites políticas e administrativas de Santo Antão, na sua esmagadora maioria, salvo raras excepções, vão continuar a trair e a sacanear São Vicente, enquanto os idiotas e atrasados mentais, que tomaram conta de São Vicente, vão continuar a gritar: ilha-região, ilha-região.
É preciso estudar muito melhor a questão, ver outras experiências no mundo, de países insulares e não insulares ou mistos, continentais e insulares, combater o oportunismo, o eleitoralismo, afastar do processo em São Vicente os idiotas pomposos, vulgares ociosos e polidores de calçada politiqueiros, e defender a revisão da Constituição, em tempo oportuno e adequados - que já foi revista por muito menos - e continuar a defender soluções variadas, com estatutos variados, para diversas regiões político-administrativas, umas com estatutos uniformes, outras com estatutos, mais ou menos, diferenciados, e ... sempre ... a Região Autónoma do Noroeste (Santo Antão, São Vicente, São Nicolau, Santa Luzia e Ilhéus Adjacentes, sem a estupidez bairrista e umbiguista de começarmos, logo, no início, a gritar, que a capital da região autónoma tem de ser em São Vicente, porque não tem ser em São Vicente, nem tem de ser numa das outras ilhas dessa região, natural, político-legislativa, com governo regional e parlamento regional, á semelhança dos Açores, da Madeira, das Canárias, etc. 
A presidência do governo regional seria rotativa, como em canárias, por exemplo, pelo que o argumento de quem manda mais fica logo esvaziado, à partida ... Mas aqui estou eu já a estender-me demasiado, nesta madrugada, em que tenho ainda várias coisas a fazer ...e com tantas e tamanhas dificuldades de sobreviver, honestamente e sim tmá bençom ne catchorre, de nenhuma cor política, gerindo, insatisfeito e sufocado, mas com dignidade e "eterna" rebeldia, o ostracismo político em que foi colocado, após a minha eliminação do cenário político-institucional, agravado pela minha intencional asfixia profissional-financeira, precisamente, pro eu defender, desde 2008, opor minha conta e risco e usando da minha situação de Deputado da Nação, eleito por São Vicente e descendente e muito ligado a Santo Antão, certas soluções, entre elas, a regionalização administrativa diferenciada, a reestruturação dos municípios, a a deslocalização de alguns ministérios e, sempre, a Região Autónoma do Noroeste.
Bom novo dia, que começa em Cabo Verde, no Centro e nas Periferias de diversos graus, nas quais se inclui Santo Antão, que não se salvará sozinha, muito ao contrário do que pensam os seus caciques e a a maioria dos seus maiorais, - passe a cacofonia - mais ou menos reactivos e feudais
Caboverdianamente, 
Sanvincentinamente,
Noroestinamente,
António Pascoal Silva dos Santos
(Silva e dos Santos de Santo Antão, com raízes parciais e também ramificações noutras ilhas). assim como Monteiro, Rodrigues, Bahia, Dias, Ramos, Tomás Helena, Pires, Lima,Coutinho, Andrade, e outros ramos, todos provenientes de Santo Antão, pelo menos, até ao nível dos bisavós, e que, naturalmente, não aparecem no meu nome, nos nossos nomes).

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

[9716] - NOVO CAMPUS DA NOVA...





A Escola de Economia da Universidade Nova de Lisboa deverá mudar-se para Carcavelos quando estiverem concluídas as obras do novo Campus.
Será a primeira Universidade Pública portuguesa construída com fundos privados.
O moderno complexo terá capacidade para acolher 3.350 utilizadores (dos quais 3.100 serão alunos). O novo Campus vai dividir-se em dois espaços estruturantes - a zona exterior, com jardins e rampas na direcção do mar, e a galeria interior - a partir dos quais se organizam os auditórios, anfiteatros e salas de aulas, a biblioteca, os serviços administrativos, as áreas de estudo a funcionar 24 horas por dia, o restaurante e as áreas desportivas (ginásio, surf house e campos de jogos).
No total, o projecto ocupa uma área de 27 mil metros quadrados, num terreno de 84 mil metros quadrados, cedido pela Câmara de Cascais na sequência de um longo processo de expropriação. Os edifícios terão no máximo três pisos acima do solo e a altura máxima das fachadas é de 15 metros. Além de um parque de estacionamento com capacidade para 541 veículos, em cave, haverá 25 áreas de parqueamento no exterior. O projecto, da autoria dos arquitectos Vítor Carvalho Araújo e António Barreiros Ferreira, inclui ainda uma residência com 123 quartos para estudantes. Mediante um acordo com a Fundação Inatel, os alunos poderão também ficar alojados na unidade de Oeiras.
in Publico (Marisa Soares)

[9715] - GUTERRES - QUINTA VITÓRIA...

Reuters/Mike Segar

ANTÓNIO GUTERRES VENCE A 5ª
VOTAÇÃO NO CONSELHO DE
SEGURANÇA DA ONU...
12 VOTOS DE ENCORAJAMENTO
1 VOTO SEM OPINIÃO
2 VOTOS CONTRA
A PRÓXIMA AUDIÇÃO TERÁ LUGAR
NA PRIMEIRA SEMANA DE OUTUBRO.

[9714] - ONU - GUTERRES PERTO DA META...




GUTERRES NA RECTA FINAL...
DENTRO DE  MOMENTOS, OS RESULTADOS
DA QUINTA AUDIÊNCIA NO
CONSELHO DE SEGURANÇA DA ONU.

[9713] - MAGISTER VERSUS MINISTER...

COGITO ERGO SUM...
Viva o Latim!
Como se verificará explica-nos muita coisa...
O vocábulo"maestro" vem do latim "magister" e este, por sua vez, do advérbio "magis" que significa "mais" ou "mais que".
Na antiga Roma o "magister" era o que estava acima dos restantes, pelos seus conhecimentos e habilitações!
Por exemplo um "Magister equitum" era um Chefe de cavalaria, e um "Magister Militum" era um Chefe Militar.
Já o vocábulo "ministro" vem do latim "minister" e este, por sua vez, do advérbio "minus" que significa "menos" ou "menos que".
Na antiga Roma o "minister" era o servente ou o subordinado que apenas tinha habilidades ou era jeitoso.
*COMO SE VÊ, O LATIM EXPLICA A RAZÃO POR QUE QUALQUER IDIOTA PODE SER MINISTRO ... MAS NEM TODO O MORTAL PODE SER MAESTRO !*

(Sugerido por Valdemar Pereira)



domingo, 25 de setembro de 2016

[9712] - EFEMÉRIDES NACIONAIS..



José Fortes Lopes
Em 2016 e 2017 comemoram-se dois marcos importantes da História de Cabo Verde: o Centenário do Ensino Liceal Oficial graças ao empenho do Senador Vera-Cruz e os 90 da sua electrificação, da iniciativa de Pedro Bonucci e João Leça.
São dois marcos importantes que fazem transitar o arquipélago do obscurantismo à modernidade. Este era um arquipélago que poderia estar condenado a afundar-se no meio do oceano desde que perdeu todo o seu interesses estratégico com a perda do imperio português da Ásia e do Brasil e o fim do comércio triangular associado ao comercio de escravos entre África e a América.
Mas no início do do século XIX reaviva-se o interesse pelo arquipélago dada a sua posição estratégica no Atlântico. O aliado Britânico entra em negociação com Portugal para a sua cedência para o apoio à sua frota comercial e miltar que cruzava os oceanos em apoio ao seu vasto império. Este escolhem o Porto Grande de S. Vicente, uma ilha quase deserta, para estabelecer a sua base. Surge de raiz uma cidade planeada a régua e esquadro com caracterísiticas bem vincadas cuas implicações todos conhecemos. Os depósitos de carvão depressa dão lugar a um fervilhar de actividades impulsionadas pelos britânicos. Instalam-se inglêses, portugueses e, é claro, um grande número de cabo-verdianos de todo o arquipélago que vão criar nesta ilha um novo cabo Verde, o paradigma da modernidade, do cosmopolitismo e do progresso. 
Juntam-se a esta aventura judeus do Norte de África, italianos etc. Nesta ilha dá-se o fervilhar de iniciativas com empresas britânicas inglêsas instaladas em sectores estratégicos, com portugueses e cabo-verdianos a ocuparem da administração e de actividades comerciais. Surgem vários 'herois' em todos os sectores e um deles é Pedro Bonucci, filho de italianos residentes na ilha, que tem uma ideia com João Leça, electrificar a cidade do Mindelo, abolindo a iluminação pública vigente em Cabo Verde, o sistema Kitson. Esta ideia pegou a cidade passou da escuridão para a claridade nocturna e começou a idade Moderna no arquipélago. Bom hoje quase 200 anos do início desta aventura tudo parece mentira. Os mindelenses que julgam que esta ilha/cidade sempre existiu como ela se apresenta hoje ( muitos andam a desmantelar a cidade património, a sua memória e a pisar o seu passado) nem imaginam o esforço, o suor e o investimento humano e financeiro que isto tudo deu para que gerações futuras vivessem num meio com um nível de qualidade urbana comparável a qualquer meio civilizado.

[9711] - "FIAT LUX"...


90 ANOS DE HISTÓRIA 

É já no dia 8 de Outubro que se vai realizar em Lisboa um encontro, tendo como um dos objectivos, a evocação dos 90 anos da electrificação da cidade do Mindelo, bem como uma homenagem à figura de Pedro Bonucci, que juntamente com João Leça tomaram em ombros essa grande tarefa. 
Foi há mais de um século, numa sessão da Câmara Municipal presidida por Júlio Augusto Alves da Veiga, realizada algures na primeira metade de 1914 que surgiu a ideia de se substituir a iluminação pública vigente, do sistema Kitson, por uma rede eléctrica.
Em 1922, a Comissão Municipal em face do crescimento da cidade, decidiu então abrir um concurso público para o exclusivo de iluminação pública e particular, mas foi só cerca de 3 anos depois, isto é, em 6 de Agosto de 1925 que finalmente se começou a concretizar essa ideia, com a elaboração de um contrato entre a Comissão Municipal e os cidadãos Pedro Bonucci e João Rocheteau Leça, para a iluminação pública da cidadedo Mindelo.
Pedro Bonucci e João Leça , dois filhos de Mindelo, decidiram então levar a cabo essa grande tarefa, que viria a tornar-se realidade, um ano depois, em 1926.
Passam assim 90 anos, de uma data que ficará para a história da cidade, como um marco importante, que assinalou a passsgem para a era da modernidade. Um feito, e uma data que devia já ter tido o devido destaque e reconhecimento por parte da própria Camâra Municipal do Mindelo, como também da própria Electra.

Lucy Bonucci

[9710] - O INSUBSTITUÍVEL JORNAL...



 Jornal impresso em papel, como sempre o conhecemos, realmente não poderá nunca ser substituído pela internet.

A seguir, alguns dos importantes usos do jornal:

>Uso doméstico:
>Cobrir bananas ou abacate para amadurecer.
>Recolher lixo.
>Limpar vidros.
>Dobradinho, serve para alinhar os pés da mesa.
>Embrulhar louças numa mudança.
>Recolher a caca do cachorro.
>Forrar a gaiola do passarinho.
>Cobrir os móveis e o chão antes de pintar a casa.
>Evitar que entre água por baixo da porta.
>Proteger o chão da garagem quando o carro está a pingar óleo.
>Embrulhar o tacho do arroz para o manter quente.
>Fazer palmilhas para os sapatos para os dias frios e chuvosos.
>Matar moscas, baratas e demais insectos.
>Na época da crise económica, usá-lo como papel higiénico, mesmo que seja um pouco duro.
>Uso educativo:
>Bater no focinho do cão quando faz xixi dentro de casa.
>Fazer barquinhos de papel.
>Arrancar um pedacinho em branco para anotar um número de telefone.
>Usos comerciais:
>Alargar os sapatos.
>Encher carteiras de senhora para conservar a forma.
>Embrulhar peixes.
>Embrulhar pregos na loja de produtos para construção.
>Fazer um chapeuzinho para o pintor.
>Cortar moldes para o alfaiate ou para a costureira.
>Embrulhar quadros.
>Embrulhar flores.
>Uso festivo:
>Acender a churrasqueira ou a lareira.
>Rechear a caixa do presente-surpresa.
>Outros Usos:
>Fazer bolinhas para atirar aos companheiros de classe.
>Fazer uma capinha para o machado ou foice.
>Nos filmes, para os bandidos esconderem o revólver.
>Para te esconderes atrás dele quando não queres que te vejam.
>Ah, ... e por último: para ler as notícias !
>Alguém consegue fazer isto tudo com o computador?!

(Sugerido por Ondina Ferreira)

sábado, 24 de setembro de 2016

[9709] - REGIOLANIZAÇÃO VERSUS CENTRALISMO...


E se a Regionalização não significar o fim do Centralismo em Cabo Verde?


Com o anúncio recente de que o recém-eleito Governo de Cabo Verde irá apresentar ainda este ano a sua proposta de Regionalização, podíamos embandeirarmos em vitoriosos, aclamando o fim do Centralismo. Outros achariam,  inclusivamente, que os regionalistas deviam deixar de falar do tema, pois já está tudo dito e tratado,  o processo está entregue em boas mãos, os políticos profissionais tratarão de apresentar a melhor proposta possível. Se o reconhecimento da parte do Governo que a Regionalização é uma necessidade e uma mais-valia para Cabo Verde, o que por si só já é muito positivo, nada mais precipitado seria proclamar o fim do Centralismo! Mesmo assim é de felicitar todos os que se empenharam declaradamente nesta luta intelectual que já passou por uma fase mais difícil e que hoje parecem estar expectante para ver este sonho se concretizar..
 Com efeito algumas questões se colocam: E se a Regionalização não significasse o fim do Centralismo? Será que pode haver Regionalização com o mesmo nível de Centralismo? Será que o modelo que se pretende implementar a que chamam Regionalização Administrativa é verdadeiramente o melhor modelo? Será possível considerar a Regionalização desconexada da sua vertente política? Estas questões parecem paradoxais ou infundadas, mas para quem tem debruçado sobre esta matéria elas fazem todo sentido, já que os sinais de continuidade de certas práticas persistem. 
Na prática a Regionalização deveria implicar a Descentralização Política, Económica e Administrativa do país. Mas não podemos iludir-nos muito, pois, poderá haver Regionalização com manutenção e mesmo reforço da Centralização, basta que não haja uma vontade genuína e real de concretizar o conjunto de Reformas necessárias e prometidas ao país, para a sua efectiva Descentralização. Portanto por detrás da Regionalização, poderá esconder alçapões, ou seja, outras formas de Centralismo, ainda mais sub-reptícias. De resto forças conservadoras e de bloqueio já colocaram o limite das Reformas, aquele para a qual a actual Constituição permite, como se esta fosse uma verdade absoluta e perene.
A situação mais preocupante actualmente prende-se com a manutenção do centralismo económico, que representa hoje um autêntico nó górdio ao desenvolvimento económico equilibrado no arquipélago,  que cria desequilíbrios no seu seio assim como no interior de cada ilha.
 Com efeito, recebemos estas notas da parte de um observador atento às políticas económicas (anteriores e actuais) em Cabo Verde, que julgamos do interesse geral divulgar. Ele informa-nos o seguinte: 
”16.set.2016 - Bom dia, amigo José - A pagina económica online de ontem do jornal A Semana traz um artigo que dá conta do arranque amanhã, sábado, 17, das Obras de Requalificação do Porto de Calheta, orçado em 40 mil contos, financiado pelo Governo. Somando com os 60 milhões de escudos transferidos em menos de 15 dias pelo actual Governo dá 100 milhões, só para S. Miguel, sem contabilizar os outros 15 mil contos para Ribeira de Flamengos, pelo que, num período de 5 meses o interior de Santiago já absorveu 115 mil contos... Mas não há os tais 18 milhões de dólares que faltam para o terminal de cruzeiros, cujo prazo limite para o País aproveitar dos 10 milhões USD, oferecidos pelo governo holandês, a fundo perdido, termina no fim do mês. O Governo do MPD, anos 90, foi o pior que aconteceu a S. Vicente, onde o Veiga usou o Onésimo como bode expiatório para rebentar com a nossa ilha. Com o Ulisses, vai ser a mesma coisa, ou pior.“ 
“Estou agoniado, diria furioso, sabes porque? O ministro Elísio Freire, acaba de anunciar que o Kuwait vai emprestar-nos 1,5 milhões de contos para serem aplicados exclusivamente na cidade da Praia, para abastecimento de água a todos os domicílios dos praienses. Esta é que é viver em Democracia? Esses rapazes MPD, queriam o Poder. Estou com saudades do JMN, o Mpd não fez nada nadinha até então.“ 
Com efeito, mal se passaram 6 meses e este amigo apresenta-nos aqui o que parece ser mais uma catadupa de investimentos milionários realizados pelo novo governo e anunciados exclusivamente para a ilha de Santiago. Concedendo o benefício da dúvida, podemos imaginar que estes investimentos estariam na calha desde o anterior governo cujas políticas centralistas eram bem conhecidas. Pode-se portanto alegar coincidência de calendário. Todavia observadores mais cépticos, dirão que é mais do mesmo, pois Santiago já acumula em menos de 6 meses de um novo ciclo governativo a totalidade dos investimentos efectuados, ao passo que para as restantes ilhas nada alterou, mantendo-se expectativas muito altas em relação ao desbloqueio dos mesmos. Se esta tendência se mantiver, constitui, pois, algo decepcionante e desanimador, dando razão a que se pense que se mudam os governos e a mesma política centralista perdura, mesmo com um discurso eleitoral contrário. Não se pode esquecer a enorme expectativa criada com a vitória do MPD em Março 2016 em pôr termo ao Centralismo e em mudar, pelo menos, o paradigma económico no arquipélago. 
Mesmo assim sou da opinião que se deve continuar a conceder o beneficio da dúvida a este governo (neste período que é ainda de estado de graças) e aguardar ainda mais algum tempo para ver a orientação final do ‘barco’. Então sim, estaremos em posse de todos os elementos para emitir uma opinião definitiva. É claro que os mais pessimistas conhecendo as inércias do sistema já vêem sinais suficientemente claros para se poder concluir que vai haver evolução na continuidade, pois as tendências não desmentem as orientações gerais! 
Que mais dizer, denunciar? Neste blogue e nos jornais praticamente já dissemos tudo ao longo destes anos.
 Não somos poucos a questionar os fundamentos do centralismo que acabaram por frustrar as expectativas de desenvolvimento da ilha de S. Vicente (que aqui referimos exclusivamente, mas o problema generaliza-se a todo o país-arquipelágico), e das políticas desajustadas que ela engendrou, que se saldaram na morte da sua economia (que era no passado baseada no comércio e nos serviços) que já foi o principal motor do arquipélago. 
Recorde-se o modelo foi herdado da chamda 1ª República,  que foi o governo do MPD eleito em 1992 o que mais que aprofundou o Centralismo, ao passo que o governo do PAICV (de 2001 a 2016) levou o modelo ao seu paradoxo e paroxismo, com a transferência de parte substancial da economia e dos serviços do país para a capital e a ilha de Santiago, induzindo a fuga dos recursos humanos disponíveis da periferia para aquela ilha. O objectivo do Centralismo consiste em construir no arquipélago o modelo típico e clássico do Estado-Nação, constituído por: uma capital e uma economia unificadas e centralizadas. Esta ambição é legítima, mas as consequências sociais e económicas deste tipo de modelo são mais do que evidentes em Cabo Verde um país-arquipélago. Outros dirão que o modelo centralista construído ao longo de 40 anos era o que melhor servia/e para captar a ajuda externa de que depende o arquipélago para a sua sobrevivência como nação independente. Nada mais falso, mas a ser verdade, seria o reconhecimento de um atestado de inviabilidade económica e financeira de Cabo Verde. 
Como consequência das políticas centralistas a ilha de S. Vicente sofreu (e as restantes por que se encontram à partida em pior situação) uma hemorragia imparável dos recursos humanos (quadros e funcionários que as sustentavam), de tal forma que aquela que era a jóia da coroa do arquipélago, como era justamente tida, porque irradiadora de progresso económico e social, é hoje uma sombra, um espectro, não sobrando emprego nem promessa de futuro. A alternativa que sobra a quem vive hoje nesta ilha periférica, e quer ter o futuro à sua frente, é a demanda da capital que, por sua vez, e por via disso, rebenta pelas costuras, a ponto de reivindicar estatutos especiais e outras regalias para a resolução de problemas demográficos, sociais económicos e ambientais, tidos hoje como gravíssimos, criados pela própria política centralista irresponsável. O paradoxo não podia ser mais flagrante. Todavia, não obstante as evidências é neste modelo que todas as políticas insistem, por inércia ou deliberadamente.
O saldo da errada estratégia política é, pois, verdadeiramente negativo para S Vicente e o resto de Cabo Verde. Uma sociedade que antes vivia dos recursos que ela própria gerava, sente-se hoje cada vez mais abandonada pelo Estado ou despossuída das sua potencialidades autónomas, já que a iniciativa privada e individual esfumou-se. A maioria da população, sem outra saída, sobrevive à base de expedientes, ou, em alguns casos, de mendicidade. Enquanto isso, existe uma elite social (que já foi revolucionária e se gabava de engajada) que vive distraída na sua bolha, à sombra do guarda-chuva do Estado e dos partidos, deliciando-se com querelas políticas urdidas na capital, fazendo vista grossa aos problemas da comunidade. Para além disso o poder central e os partidos políticos na capital cultivam deliberadamente divisões no seio da elite da(s) ilha(s) onde as personalidades, os egos e egoísmos inconciliáveis têm a última palavra.
Esta atitude de acomodação e amorfismo, típica de uma sociedade dependente do Estado, incapaz de se libertar do cordão umbilical que a prende ao sistema em vigor, contrasta com a vitalidade cívica de outrora, com inumeráveis exemplos de destemor e frontalidade na defesa do interesse da comunidade (ver Nota). Não é por acaso que eram de S. Vicente ou radicavam na ilha os seus mais destacados personagens.
O quadro social da ilha de S. Vicente é, pois, dramático, deprimente e desolador, e se não forem tomadas medidas urgentes para reverter a situação, o cenário tenderá inevitavelmente a agravar-se e é imprevisível o que pode advir do desespero social e da esperança trancada. Este não era o desiderato de 41 anos de uma independência (que não trouxe as promessas iniciais), para a qual a fracção jovem da população da ilha contribuiu generosamente, confiando num futuro promissor de progresso e prosperidade, como era então badalado. Por isso, é ironicamente trágico que seja a ilha de S. Vicente a principal vítima de uma independência pouco previdente nas suas consequências e mal gizada na arquitectura da sua implementação, assim como nas políticas de desenvolvimento aplicadas, sobretudo quando se teima em não ver que Cabo Verde é um arquipélago disperso na imensidão do oceano que separa as 10 ilhas. 
Até quando serão sustentáveis políticas económicas centralistas em Cabo Verde?
19 de Stembro de 2016
José Fortes Lopes

Nota: Nunca é demais destacar a atitude de tantos homens dignos que povoavam a ilha do Porto-Grande e que prefeririam muitas vezes dizer não, em vez de beneficiar das benesses dos poderes. Destacam-se o altruísmo do distinto Senador Vera-Cruz ao ceder a sua residência na cidade do Mindelo para local onde começou a funcionar o 1º Liceu oficial de Cabo Verde (que me 2017 se comemora o seu Centenário), contrariando ordens para o seu encerramento; a oposição do deputado Adriano Duarte Silva relativamente à aplicação do Estatuto do Indigenato (que de resto nunca nunca vigorou em Cabo Verde) e da construção do Porto Grande; os desafios do Dr. Baltazar Lopes Aurélio Gonçalves e de tantos outros à ordem estabelecida em defesa dos mais desfavorecidos.

[9708] - ALEPPO - SÍRIA...


[9707] - QUEM SÃO OS TERRORISTAS?



Sabia que a Goldman and Sachs, o Citygroup, o Wells Fargo e outros semelhantes apostaram biliões de dólares na destruição do euro? Se o EURO cair ou desvalorizar eles ganham milhões!
Sabia que obtiveram avultadissimos lucros durante a crise financeira de 2008 (que permanece viva...) e há suspeitas de que foram eles que manipularam o mercado?
Sabia que o Senado norte americano levantou um inquérito que resultou na condenação destes gestores que apostaram em tombar a Europa? Mas tudo ficou na mesma...
Sabia que ficou demonstrado que o banco Goldman and Sachs aconselhou os seus clientes a efectuarem investimentos no mercado de derivados num determinado sentido, mas o próprio Goldman and Sachs realizou apostas em sentido exactamente contrário no mesmo mercado?
Sabia que deste modo, obtiveram lucros de 17 biliões de dólares (com o respectivo prejuízo para os seus clientes)?
Sabia que estes manipuladores se estão a transformar nos homens mais ricos e influentes do planeta e se divertem a ver os países tombar um por um?
Sabia que todos os dias são lançadas milhões de pessoas no desemprego e na pobreza em todo o planeta, em resultado desta actividade predatória?
Sabia que tudo acontece com a cumplicidade de alguns governantes e das autoridades reguladoras?
Sabia que desde a crise financeira de 1929 que o Goldman and Sachs tem estado ligado a todos os escândalos financeiros que envolvem especulação e manipulação de mercado, com os quais tem sempre obtido lucros monstruosos?
Sabia ainda que este banco tem armazenado milhares de toneladas de zinco, alumínio, vários outros metais, petróleo, e até cereais, etc., com o objectivo de provocar a subida dos preços e assim obter lucros astronómicos, manipulando o mercado?
Sabia que, desta maneira, manipula o crescimento da economia mundial, e condena milhões de pessoas à fome?
Sabia que o Goldman, com a cumplicidade das agências de “rating”, pode declarar que um governo está insolvente e, como consequência, os produtos financeiros sobem e, assim, obriga os países a pedirem mais empréstimos com juros agiotas impossíveis de sustentar (como se tem feito com a Grécia, Portugal e outros) — Em simultâneo impõe duras medidas de austeridade que empobrecem esses países?
- De seguida, em nome do aumento da competitividade e da modernização, obriga-os a vender os sectores económicos estratégicos (energia, águas, saúde, banca, seguros, etc.) às corporações internacionais por preços abaixo do que valem.
- Para isso, infiltra pessoal dos seus quadros nas grandes instituições políticas e financeiras internacionais, de forma a manipular a evolução política e económica a seu favor e em prejuízo das populações. Cargos como os do CEO do Banco Mundial, do FMI, da FED, etc. de que fazem parte quadros oriundos do Goldman and Sachs. E na UE estão: Mário Draghi (BCE), Mário Monti e Lucas Papademos (primeiros-ministros de Itália e da Grécia, respectivamente), Vitor Gaspar, Carlos Moedas, e muitos outros que por lá passam para aprenderem como se roubam os povos do Mundo e se fazem fortunas pessoais e/ou de corporativas financeiras.
Sabia que alguns eurodeputados ficaram estupefactos quando descobriram que alguns consultores da Comissão Europeia, bem como da própria Angela Merkel, têm fortes ligações ao Goldman and Sachs?
Sabia que este poderoso império do mal, está a destruir não só a economia e o modelo social, como também as impotentes democracias europeias?
Sabia que é do interesse deste mundo financeiro que isto não passe pela cabeça dos povos, que já vivem diariamente com a ameaça crescente desta forma de terrorismo?

Texto de Domingos Ferreira, da Universidade Nova de Lisboa, Professor/Investigador na Universidade do Texas, EUA.

- Sugestão de Adriano M. Lima




[9706] - PRESIDENCIALISMO? E PORQUE NÃO?...

«Há corrupção, há compra de votos, há compra de consciências». A denúncia parte do candidato presidencial Joaquim Jaime Monteiro, que concorre pela segunda vez consecutiva à chefia do Estado de Cabo Verde. O Combatente da Liberdade da Pátria responsabiliza os partidos políticos por tal prática e defende que aquele que compra o voto do cidadão deve ser condenado a prisão perpétua. Monteiro, que se assume como candidato do povo, avisa que participa nestas eleições para ganhar. Neste exclusivo ao A Semana, Joaquim Jaime Monteiro promete, caso vença o pleito de 2 de Outubro, um país diferente, focado na resolução das necessidades do povo, com um regime presidencialista e um sistema de referendo a funcionar em todas áreas previstas na Constituição da República.

(Leia a entrevista em "A Semana", de hoje)

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

[9705] - EM MONTE ABRAÃO...


[9704] - CACHUPA...ALDRABADA...

Meu filho Paulo, acaba de regressar de uma semana no Sal, com a esposa... Ele nasceu em S.Vicente e não perde uma oportunidade de voltar às ilhas e, desta vez, aproveitou uma daquelas promoções de fim de estação, como se costuma dizer, ao preço da chuva... Aliás, chegaram a ser bafejados por uma valente chuvada no dia da despedida...
O pacote incluía a estadia num dos mais modernos hotéis de 5 estrelas em que, pelos vistos, tudo era de primeiríssima qualidade, menos a cachupa...
Na realidade, um dia, ao almoço, havia aquilo a que o cardápio se referia como "Cachupa Rica de Grão-de-bico"... Ora, cachupa com grão-de-bico como ingrediente além do milho e outras leguminosas, não sendo muito vulgar, não é de todo novidade e já encontrei várias receitas na Net que incluem essa leguminosa fabácea tão característica... Mas, cachupa em que o milho é substituído pelo tal grão-de-bico isso é que é coisa que nem ao diabo lembraria... O Paulo ficou estupefacto e só a custo refreou a vontade de ir às cozinhas e confrontar os responsáveis pelo "insulto" com a sua mais profunda repulsa pelo atropelo gastronómico de tentar, autenticamente, "vender gato por lebre"...
Parece-nos que se trata de um erro grave pois estamos em presença da adulteração estrutural da composição de uma iguaria que é uma bandeira de Cabo Verde a que se pretende emprestar uma roupagem que lhe altera o sabor de forma drástica e não me parece que haja cozinheiro ou chef neste mundo que possa, mau grado o numero de estrelas Michelin que possa ostentar, cometer tamanho sacrilégio...

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

[9701] - O KRUZKINI...


... a resposta cristã ao
burkini das muçulmanas!

[9700] - ESTATÍSTICAS...


Há dias, demos aqui conta de um aumento exponencial de visualizações oriundas dos Estados Unidos da América que, em termos gerais, semanais e mensais, até ultrapassaram o Brasil...
Uma das explicações para o facto será a de ter havido uma profunda alteração dos paradigmas do servidores e  sua localização geográfica coisas que, para ser sincero, me ultrapassam por completo.
Ora, venho agora verificando que, simultâneamente com o tal aumento de visualizações dos USA, se começou a acentuar, com um inusitado aumento, o numero de visualizações totais que, nos últimos 20 dias, por exemplo, atingem uma média de 530 por dia, com um mínimo de 393, no dia 2 e de 726, no dia 17 de Setembro... Haverá, também, alguma explicação de carácter técnico para o facto ou, pura e simplesmente, há agora mais do dobro de pessoas a visitar-nos? Responda quem souber!

[9699] - O PALACETE DO SENADOR...


O edifício onde se encontra instalado actualmente o Centro Nacional de Artesanato e Design, possui uma história grandiosa. Foi mandado construir, por volta de 1890, pelo senador Augusto Vera-Cruz, um homem abastado, proveniente da ilha do Sal, mas que vivia em São Vicente. Como era um benfeitor e altruísta, preocupava-se muito com o povo, nomeadamente as gentes de São Vicente.

Senador Vera CruzAntes da sua morte, cedeu o palacete para que aqui se instalasse o primeiro liceu da ilha. Depois, com o aumento da população, o espaço revelou-se insuficiente e o liceu teve se ser transferido para outro local da cidade.

Nos finais da década de 30, dá lugar ao Clube Recreativo da alta sociedade mindelense, e passou a ser denominado de Grémio do Mindelo.

Durante a 2ª Guerra Mundial, a casa foi cedida, a título temporário, ao exército, transformando-se num quartel militar. Quando terminou a guerra, volta a acolher o Grémio do Mindelo, onde só se abria para sócios e para as pessoas de elite da ilha, as chamadas gentes de morada. Reuniam aqui, e aqui instalaram, nos anos 50, a Rádio Barlavento, que foi um importante veículo de comunicação para o povo são-vicentino. Muitos artistas, entre os quais a Cesária Évora, gravaram os seus primeiros discos na Rádio Barlavento.

Posteriormente, com a independência, o povo mostrou-se insatisfeito pelo facto de o espaço estar a ser utilizado apenas por um grupo de pessoas e, numa revolução popular, restituíram a Rádio Barlavento e a casa, ao povo da ilha. A Rádio Barlavento deu então lugar à Rádio Voz de São Vicente.

O primeiro ministro de então, o comandante Pedro Pires, ofereceu o espaço ao Centro Nacional das Artes onde foi ampliado por forma a realizarem-se outras atividades culturais. Criaram-se salas de desenho, de tecelagem, uma loja que vendia os produtos produzidos e onde se dava formação a novos alunos. Funcionou também como entreposto dos artesãos da ilha, onde todas as quartas e sextas-feiras, chegavam produtos do artesanato local produzidos noutros pontos de São Vicente.

Foi uma época de grande atividade, com formação profissional, simpósios onde participavam artistas de renome internacional, exposições e um espaço permanente de produção, nomeadamente de tapeçarias e tecelagem tradicional. Havia igualmente um conforto económico, pois como o Centro produzia e comercializava os seus trabalhos, as receitas eram aplicadas na expansão e no fomento da atividade. Contudo, e apesar de ser uma instituição autossustentada, com a mudança dos sucessivos governos, foi decretado o seu encerramento e o Centro Nacional das Artes viu-se privado dos seus funcionários, e acabou por definhar e se extinguir.

Após quatro anos sem qualquer actividade, o Centro reabre como Museu de Arte Tradicional, no entanto sem a pujança de outros tempos, com menos funcionários e sem produção própria.

Mais uma mudança nos membros governativos e mais uma alteração ao nome do museu, que desta feita passa a ser chamado de Casa do Senador, que embora estivesse vocacionado para as artes, perdeu o estatuto de museu.

Com a actual estrutura governativa, a casa do senador Vera-Cruz, vê ressurgir o projecto inicial e actualiza-se para acolher o Centro Nacional de Artesanato e Design, onde a par de uma mostra permanente, pretende estimular a componente de formação às novas gerações e fazer renascer o artesanato tradicional como forma de contributo para a economia nacional. (NósGenti-16.06.2012)

N.E. - Dando de barato a informação de que "uma revolução popular" terá devolvido a Rádio Barlavento e a casa ao povo,  gostaria de fazer ressaltar a afirmação de que  "o Primeiro Ministro de então, o comandante Pedro Pires, ofereceu o espaço ao Centro Nacional de Artes"...
Pergunto em nome de quem e com que fundamento legal, se ofecereu o palacete do Senador Vera Cruz a quem quer que fosse? Não estamos aqui a discutir os merecimentos das actividades de Centro Nacional de Artes mas sim a facilidade com que um qualquer governante dispõe da propriedade alheia para finalidades cujo valimento se não discute pois o que espante são os meios e não a finalidade da atitude...Que diria - ou dirá - a matriz predial do imóvel quanto aos seus verdadeiros e legais proprietários? Gostaria que alguém se dedicasse a desvendar este mistério que permitiu a alguém, ainda que Primeiro Ministro, fazer doação de coisa alheia! E já não estamos a falar em móveis e utensílios do Grémio Recreativo Mindelo e dos emissores, equipamento de estúdio e discoteca da Rádio Barlavento!