quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

[9994] - ILHEU DOS PÁSSAROS...

Esta tranquila aguarela do Capitão Sarsfield (1845), oferece-me, pela vez primeira, uma ideia do porquê do nome "Ilheu dos Pássaros"...
(Remetida por A. Mendes)

[9993] - OFICIALMENTE... SEGUNDA...


O governo vai introduzir a partir do próximo ano lectivo o ensino do português como língua segunda com o objectivo de fortalecer a língua portuguesa no país, disse hoje a ministra da Educação, Maritza Rosabal.




O Governo vai contar neste processo com o apoio técnico de Portugal, ao abrigo de um acordo de cooperação assinado hoje, na cidade da Praia, pela ministra e pelo vice-presidente do Camões - Instituto da Cooperação e da Língua, Gonçalo Teles Gomes.

Em declarações aos jornalistas no final da cerimónia, Maritza Rosabal apontou a baixa eficiência do sistema de ensino cabo-verdiano e sublinhou a necessidade de atacar este problema.

"A língua portuguesa é abordada como língua primeira de Cabo Verde, quando não é. Temos uma eficácia do sistema muito baixa, em que apenas 44% das crianças que começam o primeiro ano finalizam o 12º em tempo. Temos muitas perdas", disse.

Maritza Rosabal adiantou que entre os alunos cabo-verdianos a capacidade de leitura e interpretação e a proficiência linguística são questões que se colocam "com muita acuidade".

"Toda esta duplicidade linguística afecta o processo. Reconhecemos que a nossa língua materna é o crioulo, mas como língua instrumental de trabalho e de comunicação temos que fortalecer a língua portuguesa", sustentou a ministra.

A responsável assinalou também "algumas dificuldades" de Cabo Verde na inserção no espaço lusófono.

"O Brasil exige provas de língua portuguesa aos nossos estudantes, o instituto Camões exige provas de língua portuguesa o que quer dizer que, apesar de estarmos no espaço lusófono, começamos a não ser reconhecidos como um espaço com proficiência linguística em português", disse.

Por isso, já no próximo ano lectivo, o ensino de português como língua segunda ou língua não materna começará a ser introduzido no ensino pré-escolar (4/5 anos) e no primeiro ano no ensino básico, estendendo-se depois progressivamente aos restantes anos do primeiro ciclo.

Neste momento está em curso, segundo a ministra, a elaboração dos materiais com o apoio do instituto Camões, que irá ainda dar assistência técnica na elaboração de metodologias, programas e desenvolvimento e alteração de currículos.

O protocolo envolve os ministérios da Educação de Cabo Verde e Portugal e o Camões - Instituto da Cooperação e da Língua como entidade financiadora do projecto avaliado em 45 mil euros.

"O Camões será o financiador do protocolo, o ministério da Educação vai disponibilizar um dos seus quadros para vir para Cabo Verde trabalhar com o ministério da Educação cabo-verdiano na área do desenvolvimento curricular e capacitação técnica", explicou Gonçalo Teles Gomes.

(Expresso das Ilhas)

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

[9992] - RECUPERAR O ESPÍRITO CLARIDOSO...

Quem pode concluir por mim?
Sobre a prova produzida dos crioulos...

Alguém em Cabverde conhece? Escola primária, ensino liceal, universidade? Talvez, aos poucos, por net, comecemos a perceber melhor a razão de ser do nosso crioulo, da nossa Cultura e, também, do Crioulo. O que se fez em Cabverde foi muito grave. Gravíssimo. Foram crimes. Crime (crimes) contra a Humanidade. Amputaram gerações e gerações, já não contando com o tempo de Salazar, o grande amigo de Nhô Balta. Penso, quase tenho a certeza, as pessoas, naquele tempo de obscurantismo político, não o eram culturalmente: eram mais unidas, solidárias, lúcidas e muito informadas e conhecedoras. Brilhantes! Quiseram matar uma Geração de Ouro de Cabverde. Como aquela, outra não haverá! Temos o enorme dever de lutar por ela e expandir os seus doutos conhecimentos: a espinha dorsal de Cabverde.
Não podemos baixar os braços. Temos que também perseguir criminalmente os autores que são pessoas identificadas. Devemos ter a decência moral de obrigar as pessoas que executaram e geriram o golpe de estado cultural (complô ilegítimo historicamente, sem legitimidade na história e cultura cabverdianas) a responder publicamente.
E é isto e muito mais que, minhas senhoras e meus senhores, o PAICV e seus dirigentes andaram a esconder, a omitir, a não ensinar nas instituições de ensino de Cabverde intencionalmente.
O dever fundamental da Educação foi claramente violado. As anteriores e as atuais autoridades cabverdianas sabem-no perfeitamente.
A primeira pessoa a ter que responder, por razões e motivos já invocados na minha Acusação Pública, é o Senhor Professor Doutor Manuel Veiga. Por ter sido governante, por ser professor universitário e doutorado por universidade francesa, matriz linguística. O senhor professor tem informação valiosa e conhecimento de mais realidades sobre o Crioulo, além daquelas que têm sido reveladas pela internet, facebook.
Na apresentação do seu livro “O Dialecto Indo-Português de Damão”, Monsenhor Sebastião Rodolpho Dalgado dá a informação da realização de trabalhos sobre os crioulos em curso e outros a concretizar, por ele e por outro investigador de nacionalidade europeia que não a portuguesa (Hugo Schuchardt). Indica, igualmente, a proveniência de vários crioulos (Cochim e Mangalor, por exemplo) e sua raiz comum. O próprio dá também a perceber, mais uma vez, sobre o caráter universal do Crioulo. Inclusivamente, Monsenhor Sebastião Dalgado invoca e refere-se a Leite de Vasconcelos, insigne Professor, como autor obrigatório para qualquer aluno de linguística e que verse, especialmente, sobre os crioulos.
Julgo que está mais que provado e demonstrado à saciedade que o Senhor Professor Doutor Manuel Veiga nada fez em e por Cabverde de decente e de útil. Nada informou, nada ensinou, ensinamento académico idóneo algum transmitiu, nada de válido deu a conhecer em prol do Povo e Cultura Cabverdianas.
Julgo que está mais que provado e demonstrado que o Senhor Professor Doutor agiu com grave dolo.
Julgo que está mais que provado e demonstrado, agravado ao facto do conhecimento de que Manuel Veiga pertence a um grupo fechado do Facebook de investigação linguística sobre o crioulo falado em Korlai, Índia – surpreendido em flagrante delito por mim, figura jurídica mais próxima que me ocorre -, que o Senhor Professor Doutor agiu com intenção de prejudicar a criança e o jovem na sua formação académica, científica e cultural, o Povo e a República de Cabverde.
Mais que provado e demonstrado que o Ministério Público de Cabo Verde deve agir contra o Senhor Professor Doutor Manuel Veiga.
Depois de uma análise mais atenta do movimento do tempo histórico, constata-se que, com o advento da República em Portugal, o ímpeto de investigação crioulística abrandou bastante e que Baltasar Lopes da Silva tentou recuperá-lo, mas foi completamente abafado por Salazar e, depois, desrespeitado, destronado do seu árduo e profundo trabalho histórico, cultural e linguístico e, fundamentalmente filosófico – como que deitado ao lixo -, em prol das gentes da sua Terra, pelos seus próprios conterrâneos.
Destronaram Baltasar e a Claridade, para assumirem um poder cheio de nada e levarem Cabverde ao abismo de um país sem raízes, sem História, supérfluo, superficial e leviano.

José Gabriel Mariano, Lisboa, 6/12/016

Post scriptum:
Gent tá escoá. Gent tá fcá cu barrig cheu de basófia. Inchód e enchid.
Bzôt tud sinhor li tá conchê kel stória di pirú, qónd ta passa linha d’ iquador?
Post scriptum I:
Devo presar a minha saudação, a minha continência e homenagem a três pessoas a quem devo o maior respeito e a minha mais alta consideração. Por representarem, felizmente vigorosamente atuantes, e por me remeterem imediatamente aos meus mais doutos, cultos e carinhosos ensinamentos de Cabverd, desde infância. São, posso dizer, a Montanha viva e atuante da nossa expansão sobre a Verdade de Baltasar, a nossa Certeza. Como o Crioulo: andámos sempre unidos, mas não encontrados. Agora há o reencontro para continuar o trabalho. Bem-haja, meu Deus!

[9991] - NEM TUDO O QUE RELUZ É OURO...


UMA VISÃO SOBRE A SITUAÇÃO TERRORISTA MUÇULMANA..

Esta é, de longe, a melhor explicação para a situação terrorista muçulmana que já li. As suas referências ao passado histórico são precisas e claras. Não é longa e fácil de entender, em suma vale a pena ler. O autor deste e-mail é o Dr. Emanuel Tanya, um psiquiatra conhecido e muito respeitado.
Um homem, cuja família era da aristocracia alemã antes da II Guerra Mundial, era dono de um grande número de indústrias e propriedades. Quando questionado sobre quantos alemães eram nazis verdadeiros, a resposta que ele deu pode orientar a nossa atitude em relação ao fanatismo:

"Muito poucas pessoas eram nazis verdadeiros ", disse ele, "mas muitos apreciavam o retorno do orgulho alemão, e muitos mais estavam ocupados demais para se importar.
Eu era um daqueles que só pensava que os nazis eram um bando de tolos. Assim, a maioria apenas se sentou e deixou tudo acontecer. Então, antes que soubéssemos, pertencíamos a eles; tínhamos perdido o controle, e o fim do mundo havia chegado. Minha família perdeu tudo. Eu terminei num campo de concentração e os aliados destruíram as minhas fábricas".
Somos repetidamente informados por "especialistas" e "cabeças falantes" que o Islão é a religião de paz e que a grande maioria dos muçulmanos só quer viver em paz. Embora esta afirmação não qualificada possa ser verdadeira, ela é totalmente irrelevante. Não tem sentido, tem a intenção de nos fazer sentir melhor, e destina-se a diminuir de alguma forma, o espectro de fanáticos furiosos em todo o mundo em nome do Islão.
O facto é que os fanáticos governam o Islão neste momento da história. São os fanáticos que marcham. São os fanáticos que travam qualquer uma das 50 guerras horrendas em todo o mundo.
São os fanáticos que sistematicamente abatem grupos cristãos ou tribais por toda a África e estão tomando gradualmente todo o continente em uma onda islâmica. São os fanáticos que bombardeiam, degolam, assassinam, ou matam em nome da honra.
São os fanáticos que assumem mesquita após mesquita. São os fanáticos que zelosamente espalham o apedrejamento e enforcamento de vítimas de estupro e homossexuais. São os fanáticos que ensinam os seus filhos a matarem e a tornarem-se homens-bomba.
O facto duro e quantificável é que a maioria pacífica, a "maioria silenciosa", é e está intimidada e alheia. A Rússia comunista foi composta por russos que só queriam viver em paz, mas os comunistas russos foram responsáveis pelo assassinato de cerca de 20 milhões de pessoas. A maioria pacífica era irrelevante. A enorme população da China também foi pacífica, mas comunistas chineses conseguiram matar estonteantes 70 milhões de pessoas.
O indivíduo médio japonês antes da II Guerra Mundial não era um belicista sadista... No entanto, o Japão assassinou e chacinou no seu caminho por todo o Sudeste Asiático numa orgia de morte, que incluiu o assassinato sistemático de 12 milhões de civis chineses, mortos pela espada, pá e baioneta. E quem pode esquecer Ruanda, que desabou em carnificina. Não poderia ser dito que a maioria dos ruandeses eram "amantes da paz"?
As lições da História são muitas vezes incrivelmente simples e contundentes, ainda que para todos os nossos poderes da razão, muitas vezes falte o mais básico e simples dos pontos: os muçulmanos pacíficos tornaram-se irrelevantes pelo seu silêncio. Muçulmanos amantes da paz se tornarão nossos inimigos se não falarem, porque como o meu amigo da Alemanha, vão despertar um dia e descobrir que são propriedade dos fanáticos, e que o final de seu mundo terá começado.
Amantes da paz alemães, japoneses, chineses, russos, ruandeses, sérvios, afegãos, iraquianos, palestinianos, somalis, nigerianos, argelinos, e muitos outros morreram porque a maioria pacífica não falou até que fosse tarde demais.
Agora, orações islâmicas foram introduzidas em Toronto e outras escolas públicas em Ontário e, sim, em Ottawa também, enquanto a oração do Senhor foi removida (devido a ser tão ofensiva?). A maneira islâmica pode ser pacífica no momento no nosso país, até os fanáticos se mudarem para cá.
Na Austrália e, de facto, em muitos países ao redor do mundo, muitos dos alimentos mais comumente consumidos têm o emblemahalal (o que é permitido por Alá) sobre eles. Basta olhar para a parte de trás de algumas das barras de chocolate mais populares, e  em outros alimentos no seu supermercado local. Alimentos em aeronaves têm o emblema halal, apenas para apaziguar uma minoria privilegiada, que agora se está expandindo rapidamente dentro das margens da nação.
No Reino Unido, as comunidades muçulmanas recusam-se a integrar-se e agora há dezenas de zonas "no-go" dentro de grandes cidades de todo o país em que a força policial não ousa se intrometer. A Lei Sharia prevalece lá, porque a comunidade muçulmana naquelas áreas se recusa a reconhecer a lei britânica.
Quanto a nós que assistimos a tudo isto, devemos prestar atenção para o único grupo que conta-os fanáticos que ameaçam o nosso modo de vida.
Por fim, qualquer um que duvide que o problema é grave e apenas exclua este e-mail sem o enviar, estará contribuindo para a passividade que permite que os problemas se expandam.
Então reenvie esta mensagem! Vamos esperar que milhares de pessoas, em todo o mundo, leiam e pensem sobre isto e também divulguem esta mensagem – antes que seja tarde demais.

Sugerido por Adriano M. Lima


[9990] - ABANDONO TOTAL...


Victor Hugo Rodrigues partilhou a foto de Provedor De Mindelo.
 
Todas as entradas da Praia-Santiago foram asfaltadas, com os impostos do povo cabo-verdIano, ou com os milhões de dólares da ajuda americana e chinesa que, numa política correcta, devia contemplar todas as ilhas de Cabo Verde e evitar este triste espectáculo que ofende e agride o povo de S. Vicente. Esta é a estrada que liga Mindelo à Baía das Gatas, uma das praias onde todos anos se realiza o tradicional e consagrado Festival da Baía, que atrai milagres e milhares de pessoas, nacionais e estrangeiros. A indiferença e o abandono de S. Vicente, pelo governo da Praia, constitui crime de lesa-economia. Já não é só ódio, inveja ou complexo de inferioridade, é pura estupidez daqueles que lutam pelo poder para, na prática, satisfazerem os seus desígnios mais torpes, neste caso, enterrar S. Vicente!

N.E. - Se não nos falha a memória, esta estrada foi calcetada pela Empresa Construções, Lda. do Eng. Claro da Fonseca, aí pelos anos 60 do século passado, facilitando, assim, a deslocação dos muitos frequentadores da Baía-das-Gatas - das marinhas e das outras... Cremos que os mesmos motivos que, então, terão aconselhado o calcetamento, bem poderiam ter levado, tantos anos decorridos, ao asfaltamento...
Estamos convencidos, por exemplo, que hoje se irá da cidade da Praia à praia de Quebrá-Canela por estrada asfaltada... Ou  não?!

[9989] - CANIS SAPIENS...

De um lote de fotos "estranhas" enviado pelo Artur Mendes...

[9988] - A CENTRALIZAÇÃO ENDÉMICA...

«São Vicente continua sob os auspícios de uma centralização desmedida» - Augusto Neves
 «São Vicente continua sob os auspícios de uma centralização desmedida» - Augusto Neves,
o presidente da Câmara Municipal considerou hoje que São Vicente continua a viver sob “os auspícios de uma centralização desmedida” e questionou o destino dos impostos e taxas municipais cobradas na ilha, nomeadamente as turísticas, ecológica e rodoviária.



Augusto Neves falava no período antes da ordem do dia, na primeira sessão ordinária na Assembleia Municipal, depois das últimas eleições autárquicas. Neves afirmou que apesar da cobrança das taxas, a autarquia continua obrigada a tapar os buracos das estradas e fazer “um duro” trabalho de limpeza durante as últimas chuvas.
Augusto Neves questionou ainda sobre o que fazer com “o número elevado” de jovens desempregados em São Vicente e atribui a situação ao que chama de centralização do poder.
“Não se concebe uma nação que possa viver e, sobretudo, prosperar com uma forte centralização governamental. A centralização só serve para irritar os povos a ela submetidos”, considerou.
“Numa palavra, a centralização é mestre em impedir”, acrescentou.
Por isso, o presidente da Câmara Municipal de São Vicente entende que é preciso que o novo governo se aplique “para dar aos homens esse gesto pelo futuro”.
A sessão ordinária na Assembleia Municipal decorre hoje e amanhã. Um dos principais pontos é a apreciação e aprovação do plano de actividades e orçamento para 2017.  

FretsonRocha - Expresso das Ilhas


[9987] - QUANTO VALE A DEMOCRACIA?!

Alcindo Amado
O CUSTO / BENEFÍCIO DA NOSSA “DEMOCRACIA”
07 Dezembro 2016 - A Semana
TUDO INDICA QUE CABO VERDE PRECISA, URGENTEMENTE, DE UM NOVO MODELO DE GOVERNAÇÃO MAIS EFICAZ E MENOS CUSTOSO

O CUSTO / BENEFÍCIO DA NOSSA “DEMOCRACIA” 




Como é possível, num país que não tem onde cair morto, com 60% da sua população a sobreviver, com crianças na rua à busca do pão de cada dia, ter-se a coragem de esbanjar UM MILHÃO E QUINHENTOS MIL CONTOS de quatro em quatro anos, em eleições viciadas que não trazem nada de novo ao país, a não ser mais miséria? Isto vai ter que acabar de um jeito ou de outro.

É mais que evidente que não dispomos de um SISTEMA POLÍTICO credível, mas sim de um “ESQUEMA” inteligentemente montado para satisfazer os interesses instalados de uma cambada de alegados gatunos e oportunistas que o integram e/ou gravitam à volta do poder em Cabo Verde.

Vamos ter que optar por um sistema de governação mais funcional, menos dispendioso e socialmente inclusivo, e sobretudo capaz de trazer de volta a segurança e tranquilidade à população. Estaremos na disposição de erradicar a criminalidade da nossa sociedade, e resgatar a paz e tranquilidade, para que serenamente possamos construir um Cabo Verde de futuro, para que todos aqueles que hoje querem partir, venham a ter a vontade de ficar. Tudo faremos para resgatar Cabo Verde, mesmo que as forças da circunstância vierem a ditar a construção de uma prisão tipo “Guantánamo” para isolar os socialmente indesejáveis por tempo indeterminado.

Esta hipótese está sendo cozinhada a lume brando. Tudo vai depender do desempenho do Governo saído das últimas eleições. Caso este cenário não mudar durante a 9ª Legislatura, não vai haver mais eleições em Cabo Verde.

Estamos plenamente convencidos de que os problemas de Cabo Verde não se resolvem com eleições. Temos duas hipóteses – continuar a sustentar este califado que hoje temos, ou construir uma NAÇÃO capaz de nos orgulhar a todos.

A actual situação exige uma mão dura para combater a criminalidade e outros males sociais em Cabo Verde. Por outro lado, serão colmatadas as deficiências de governação que poderão estar na origem da calamidade social que se vive neste país. Temos neste momento um barril de pólvora prestes a explodir, e ninguém faz nada para o desativar. Trata-se da nossa Juventude, que constitui aproximadamente 63% da população. Os jovens não tiveram uma infância digna e o seu futuro, a cada dia que passa, vai ficando cada vez mais nebuloso.

A origem de tudo isto está numa política abstrata de governação que pura e simplesmente ignorou o investimento na infância. Neste momento também, não se vislumbra qualquer mudança de paradigma no sentido de colmatar este mal social.

Não é por acaso que as nossas prisões estão superlotadas de jovens que nasceram depois da nossa independência. É evidente que falhamos, ou melhor, não soubemos lidar com este fenómeno social. Durante estes quarenta anos, abandonámos a nossa juventude e hoje estamos colhendo os frutos. Crianças desamparadas que não tiveram outra alternativa senão enveredarem para a criminalidade infantil de subsistência. Os desvios de comportamento infantil não acontecem per si. No caso de Cabo Verde a culpa tem dono – Um governo desleixado e sem visão de futuro.

Todavia, não é somente a camada jovem da população que constitui as vítimas do déficit de desempenho dos nossos governantes inexperientes e arrogantes. Uma grande percentagem da população adulta têm vindo a comer o pão que o diabo amassou.

Um olhar atento e comparativo ao “modus vivendi” do povo, de Santo Antão a Brava, nomeadamente no mundo rural e nas periferias dos maiores centros urbanos, e à riqueza abusivamente ostentada pelo “clã” que constitui o Poder Central e os “donos” das câmaras municipais geralmente endividadas e tecnicamente falidas, depara com um desequilíbrio social abismal, originado por políticas desajustadas, falta de uma visão clara de desenvolvimento equilibrado, por parte do Poder Local eleito, agravado pelo desleixo ou mesmo abandono de importantes regiões do país, por parte do Governo Central, comodamente instalado na cidade da Praia.

Não sou defensor da síndrome de regionalização defendido por algumas pessoas que provavelmente estão focalizados nos seus interesses. Considero o poder razoavelmente partilhado, mas deficientemente exercido em Cabo Verde. Dada a pequenez do território nacional, defendo um governo integrado por nada mais nada menos que meia dúzia de pessoas competentes e moralmente intocáveis, chefias intermédias com alto nível de desempenho e não arrogância como é o nosso caso, política nacional centralizada e política económica descentralizada em que cada Ilha assume a sua vocação de desenvolvimento. Somos um pequeno país geograficamente descontinuado e extremamente pobre. Não temos espaço para alojar mais políticos-parasitas. Precisamos de homens e mulheres dispostos a trabalhar, de forma a produzir mais e consumir menos. Só assim poderemos criar alguma riqueza, e inverter o destino macabro destas Ilhas.

Vejamos, por exemplo, o cenário desolador que se vive em Cabo Verde: A Ilha de São Vicente alberga o segundo maior centro urbano, e é a região mais densamente povoada do país. Estes dois fenómenos, que infelizmente não apresentam uma paridade sócio-económica, nunca despertoaram a atenção dos governantes, sejam eles locais ou centrais. A economia da Ilha desapareceu por completo, Mindelo é hoje uma cidade fantasma, e do Porto Grande só restam memórias de um passado glorioso.

Santo Antão, a Ilha das montanhas e vales exuberantes, possuidora de um potencial de recursos naturais, nunca foi explorado convenientemente. Quando não chove o gado morre de sede, quando chove tudo é arrastado pelas cheias. O turismo de montanha (eco-turismo) o maior potencial económico da Ilha nunca foi explorada devidamente. Sabe-se que o turismo de montanha é o mais rentável dessa indústria em qualquer parte do mundo, e em Cabo Verde, se devidamente explorada, ultrapassa o turismo de cruzeiro e o turismo de sol e praia. O turismo de montanha que pode ser “economicamente” explorado nas Ilhas de Santo Antão, Fogo, São Nicolau, Brava e Santiago, é o modelo de turismo que pode impulsionar uma verdadeira economia rural em Cabo Verde, envolvendo directamente a população na venda daquilo que os turistas procuram e para o qual pagam bem, que é o serviço, e também a venda da nossa cultura como produto de marca.

A Ilha de São Nicolau, interior da Ilha de Santiago, Ilha do Maio, Brava e Fogo, carecem de políticas sociais e económicas sólidas, capazes de melhorar a qualidade de vida e fixar os residentes.

A Ilha do Sal está em decadência, dada a negligência dos sucessivos governos em proteger e negociar melhor os interesses económicos da Ilha, nomeadamente a viabilidade do Aeroporto Amílcar Cabral que, como é do domínio público, é deficitário, assim como os restantes aeroportos do país, exceptuando o da Boavista, que por acaso é a Ilha que apresenta o melhor crescimento económico do Pais, independentemente de uma política de habitação inexistente, e deficiente investimento na segurança pública, o que poderá vir a prejudicar ou mesmo afugentar o potencial turístico da Ilha. Governar Cabo Verde não é tarefa para qualquer um, e os problemas do dia a dia não se resolvem à martelada.

Nesta base, devemos investir em personalidades competentes, honestas e sobretudo patriotas para governar o país, de forma a encontrarmos uma saída para um desenvolvimento sustentado e distribuído por todas as Ilhas, e promover o equilíbrio no índice de felicidade de todos os cabo-verdianos. O habitual abraço de fraternidade a todos, de Santo Antão a Brava.

Mindelo, 28 de Novembro de 2016.

[9986] - C O N V I T E ...


segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

[9985] - H O J E ...


O Artur Mendes informa:

Noticia do “Observador” ... Acordo de cooperação Portugal- Cabo Verde no domínio da Habitação e Urbanismo. (a assinar hoje, segunda-feira)...

Pelo que se depreende da noticia, S. Vicente, deve ficar de fora... É pena, pois seria uma boa oportunidade para uma visitinha histórico-turística  ao  Fortim, ao Eden Park, e a outras ruinas emblemáticas do Mindelo!

Braça

[9984] - POEIRA DOS TEMPOS...

(Remetida por Artur Mendes)

[9983] - COUP D'ETAT...


Golpe de Estado Cultural em Cabverde

A independência cultural de Cabverde foi facto histórico assumido, não declarado literalmente, pelo movimento intelectual e cultural da Claridade.
A declaração de independência de Cabverde, em 5 de julho de 1975, foi política, jurídica e administrativa. A sua autonomia como gente identificada, criadora da sua cultura, com usos, costumes e língua próprios tinha sido já constatada e afirmada durante os anos trinta do século XX.
O que se passou em 1975 foi apenas um culminar natural de um processo gradual de autonomia que se vinha fazendo notar e a afirmar ao longo da existência de Cabverde que teve como resolução sua independência política, jurídica e administrativa.
Já havia matéria-prima trabalhada e bem trabalhada. Já havia substância, conteúdo, para que as Ilhas pudessem afirmar-se como país, com gente capaz - formada, informada, ilustrada e ilustres pessoas – de gerir os seus destinos. Por isso fácil se apresentou ao PAICV assumir a gestão política e administrativa do país. Ao PAICV incumbia o dever Nacional de continuar o rumo traçado pelo movimento a Claridade. Ao Mpd igualmente incumbia prosseguir o mesmo rumo. Acontece que o tempo de governação desta força política apenas demonstrou leves intenções. O tempo parece não ter sido suficiente, com direito ao benefício da dúvida. Mas o tempo foi suficiente para mostrar falta de iniciativas.
Com o chegar da independência política, jurídica e administrativa, em vez de criar-se um ambiente de estabilidade social - porque tal proporcionava-se com gente adulta e madura que lá vivia e outra que previa o seu regresso, disposta a ajudar e a contribuir para a construção de uma Nação -, provocou-se um ambiente injustificado de instabilidade social e política, aberrante, pejado de complexos de inferioridade; criou-se o medo, a violência física e coacção moral, a perseguição sem motivos, a falta de respeito, a falta de tolerância, a falta de aceitação pela diferença (naquilo que era e é a concepção de igualdade e diferença no ideário totalitarista “paicêvista”), a falta de consideração pelos valores culturais e intelectuais do país em formação e afirmação cultural.
Desrespeitou-se profunda e gravemente o Povo, a sua História, a sua Língua, a sua Cultura.
Com a criação do Mpd procurou-se travar a sangria de completo desvirtuamento que se assistia e ocorria em Cabverde, mas tal não lhe foi possível, em tempo útil. Com o regresso do PAICV ao Poder, encabeçado por José Maria das Neves, vimos a confirmar a continuação, a prossecução, afirmação e finalização do GOLPE DE ESTADO CULTURAL em Cabverde.
Golpe de Estado que afastou de sua Terra muita gente de valor, com capacidade intelectual, cultural e científica e, fundamental, capacidade de trabalho.
José Maria das Neves e acólitos vieram confirmar o afastamento de grande parte da Elite de Cabverde, por medo, por complexo de inferioridade, para promoverem a sua própria mediocridade que salta e exala de seus poros respiratórios.
José Maria das Neves e acólitos apenas confirmaram a vontade antiga e assumida por alguns destacados elementos do PAICV em prosseguir outro qualquer rumo que não aquele traçado pelo movimento Claridade.
Quem são estes indivíduos para assim renunciarem, subvertendo-os, aos ditames já douta e superiormente plasmados em doutrina e apontados em política para Cabverde pelo movimento Claridade que respirava cultura cabveridana e o seu povo? Conduta política “paicêvista” que buliu direta e agressivamente com o fundamento de uma cultura política sã e com a política de e da Cultura em Cabverde.
José Maria das Neves e seguidores declararam expressamente guerra à nossa Claridade!
Incumbe agora ao Mpd retomar o seu trabalho que fora interrompido, cumprindo o benefício da dúvida.
Incumbe agora ao Mpd repor a Verdade Histórica, Cultural e Linguística de Cabverde. Repor o estado de direito democrático em todas as suas matrizes, matizes, vertentes e variantes. Repor e assumir a Claridade como fonte estruturante e constitutiva de uma nação, da Nação Cabverdiana. 
O cabverdiano hoje não é apenas emigrante que vive na diáspora – linda palavra, mas enganadora – ou simplesmente ultramarino, mas é também um exilado político e um exilado cultural.
Desta feita é meu convicto entendimento que devemos todos, todo o Povo de Cabverde, das Ilhas e ultramarino, deve assumir e iniciar o caminho para a realização da nossa necessitada suave, doce e delicada revolução de mentalidades.

Lisboa,4/12/016,
José Gabriel Mariano

http://claridade.org/temas/claridade/

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[9982] - ELOGIO A PORTUGAL...


Coisas que o mundo inteiro deveria aprender com Portugal

RUTH MANUS | OBSERVADOR | 26/11/2016



Portugal é um país muito mais equilibrado do que a média e é muito maior do que parece. Acho que o mundo seria melhor se fosse um pouquinho mais parecido com Portugal.

Dentre as coisas que mais detesto, duas podem ser destacadas: ingratidão e pessimismo. Sou incuravelmente grata e otimista e, comemorando quase 2 anos em Lisboa, sinto que devo a Portugal o reconhecimento de coisas incríveis que existem aqui- embora pareça-me que muitos nem percebam.

Não estou dizendo que Portugal seja perfeito. Nenhum lugar é. Nem os portugueses são, nem os brasileiros, nem os alemães, nem ninguém. Mas para olharmos defeitos e pontos negativos basta abrir qualquer jornal, como fazemos diariamente. Mas acredito que Portugal tenha certas características nas quais o mundo inteiro deveria inspirar-se.

Para começo de conversa, o mundo deveria aprender a cozinhar com os portugueses. Os franceses aprenderiam que aqueles pratos com porções minúsculas não alegram ninguém. Os alemães descobririam outros acompanhamentos além da batata. Os ingleses aprenderiam tudo do zero. Bacalhau e pastel de nata? Não. Estamos falando de muito mais. Arroz de pato, arroz de polvo, alheira, peixe fresco grelhado, ameijoas, plumas de porco preto, grelos salteados, arroz de tomate, baba de camelo, arroz doce, bolo de bolacha, ovos moles.

Mais do que isso, o mundo deveria aprender a se relacionar com a terra como os portugueses se relacionam. Conhecer a época das cerejas, das castanhas e da vindima. Saber que o porco é alentejano, que o vinho é do douro. Talvez o pequeno território permita que os portugueses conheçam melhor o trajeto dos alimentos até a sua mesa, diferente do que ocorre, por exemplo, no Brasil.

O mundo deveria saber ligar a terra à família e à história como os portugueses. A história da quinta do avô, as origens trasmontanas da família, as receitas típicas da aldeia onde nasceu a avó. O mundo não deveria deixar o passado escoar tão rapidamente por entre os dedos. E se alguns dizem que Portugal vive do passado, eu tenho certeza de que é isso o que os faz ter raízes tão fundas e fortes.

O mundo deveria ter o balanço entre a rigidez e a afeto que têm os portugueses.

De nada adiantam a simpatia e o carisma brasileiros se eles nos impedem de agir com a seriedade e a firmeza que determinados assuntos exigem. O deputado Jair Bolsonaro, que defende ideias piores que as de Donald Trump, emergiu como piada e hoje se fortalece como descuido no nosso cenário político. Nem Bolsonaro nem Trump passariam em Portugal. Os portugueses- de direita ou de esquerda- não riem desse tipo de figura, nem permitem que elas floresçam.

Ao mesmo tempo, de nada adianta o rigor japonês que acaba em suicídio, nem a frieza nórdica que resulta na ausência de vínculos. Os portugueses são dos poucos povos que sabem dosar rigidez e afeto, acidez e doçura, buscando sempre a medida correta de cada elemento, ainda que de forma inconsciente.

Todo país do mundo deveria ter uma data como o 25 de abril para celebrar. Se o Brasil tivesse definido uma data para celebrar o fim da ditadura, talvez não observássemos com tanta dor a fragilidade da nossa democracia. Todo país deveria fixar o que é passado e o que é futuro através de datas como essa.

Todo idioma deveria carregar afeto nas palavras corriqueiras como o português de Portugal carrega. Gosto de ser chamada de miúda. Gosto de ver os meninos brincando e ouvir seus pais chama-los carinhosamente de putos. Gosto do uso constante de diminutivos. Gosto de ouvir “magoei-te?” quando alguém pisa no meu pé. Gosto do uso das palavras de forma doce.

O mundo deveria aprender a ter modéstia como os portugueses -embora os portugueses devessem ter mais orgulho desse país do que costumam ter. Portugal usa suas melhores características para aproximar as pessoas, não para afastá-las. A arrogância que impera em tantos países europeus, passa bem longe dos portugueses.

O mundo deveria saber olhar para dentro e para fora como Portugal sabe. Portugal não vive centrado em si próprio como fazem os franceses e os norte americanos. Por outro lado, não ignora importantes questões internas, priorizando o que vem de fora, como ocorre com tantos países colonizados.

Portugal é um país muito mais equilibrado do que a média e é muito maior do que parece. Acho que o mundo seria melhor se fosse um pouquinho mais parecido com Portugal. Essa sorte, pelo menos, nós brasileiros tivemos.

(Sugerido por Adriano M. LIma)

[9981] - AS CORES DE ÁFRICA....


(Veja os Posts 9966 e 9972)
Sugestões de Artur Mendes



domingo, 4 de dezembro de 2016

[9980] - HUMOR...

Um pai, todo orgulhoso pelo filho que fora estudar para Inglaterra, telefona-lhe para saber como ele estava e sobre a sua evolução na língua de Shakespeare.
 - Olá filho. Tudo bem? Então como vai o teu inglês?
 - Olá, pai, ele agora está a tomar banho!...

(Colab. Valdemar Pereira)

[9979] - O DILEMA DAS VOCAÇÕES...


César Palmieri Martins Barbosa 03-12-2016
O DILEMA DE PORTUGAL ENTRE A UNIÃO EUROPEIA E A SUA VOCAÇÃO ATLÂNTICA.

No pensamento estratégico português se encontra bem claro o dilema entre a integração de Portugal no sonho europeu de uma União Europeia que reconquiste a hegemonia mundial da Europa e a volta de Portugal para a sua vocação atlântica, que levou Portugal a escrever uma das mais importantes páginas da História Universal.

O Portugal como província europeia ou a realização portuguesa como centro do Mundo Português, inserido em um projeto de comércio globalizado, divide o pensamento estratégico português porque as potências europeias excluem Portugal das suas relações com os países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, seja por criar barreiras protecionistas que dificultam, ou até impedem, as relações comerciais lusas com as suas ex-colônias, ou por tratarem por meio das matrizes de suas empresas multinacionais diretamente com os países lusófonos.

Agora, sob os riscos que pairam sob a própria existência da União Europeia, que poderá sucumbir nas eleições francesas de abril ou alemãs de maio do próximo ano, dentro de poucos meses, bastando que vença um governo anti-europeu em França ou na Alemanha, ou pior, em ambos os países, para que tudo termine no sonho europeu, Portugal move as suas peças para reavivar os seus laços com o Mundo Português, sugerindo até uma espécie de nacionalidade única, da Nação Lusófona, para surpresa dos que não estavam avisados da gravidade da situação de Portugal na União Europeia.

Cabo Verde se encontra sob a dependência do acordo cambial que sustenta o escudo caboverdiano atrelado ao euro, patrocinado por Portugal, que antes garantia a equiparação do escudo caboverdiano ao escudo português, mantendo com Cabo Verde uma ligação única em relação aos demais países lusófonos.

Em situação insustentável da sua dívida pública, Cabo Verde está sem um rumo estratégico conhecido para enfrentar a actual crise mundial, e corre o risco de sofrer uma radical mudança na sua demografia em razão da migração africana, em especial a nigeriana, pois a Nigéria , segundo a ONU alcançará a população de 400 milhões em 2050 e de 750 milhões em 2100.

O Reino de Portugal, Brasil e Algarves por interesse dos credores ingleses foi separado para melhor ser dominado e ao Brasil ficou o encargo de pagar toda a dívida do antigo reino, seguindo Portugal com o resto do Império Português, que seguiu a se endividar. Actualmente os credores internacionais, que agora não são apenas os ingleses, sentem a bancarrota da dívida portuguesa e de outros países lusófonos, em especial Cabo Verde, Angola e Moçambique como inevitável, e somente uma reunião de Portugal com o Brasil e outros países lusófonos poderá garantir a continuidade dos pagamentos devidos, pois o Brasil, apesar dos seus outros problemas, é um grande gerador de superávite de dólares em sua balança de pagamentos.

Logo, cremos que devemos aguardar as eleições de abril e maio de 2107 em França e na Alemanha para saber qual será o rumo que Portugal terá que tomar para evitar a quebra total e o caos de sua economia, e o esquema para recebimento dos seus haveres que os credores da dívida portuguesa irão engendrar.

É a nossa opinião, salvo melhor julgamento.

[9978] - HISTÓRIAS DE PIRATAS ...


Entre os piratas que terão influenciado Hollywood e os seus filmes, o capitão Bartholomew Roberts, conhecido como Black Bart (Bart Negro) fez sérios estragos nas riquezas que Portugal transportava do Brasil. O saque de ouro, açúcar e tabaco do galeão “Sagrada Família” , que esperava ao largo de São Salvador da Baía pela escolta da Frota de Lisboa, terá sido a sua mais valiosa presa. O pirata galês atacou também frotas pesqueiras na Terra Nova e navios esclavagistas na África Ocidental, passando por Cabo Verde, até que seu reino terminou numa batalha em 1772, ao largo do cabo Lopes, no actual Gabão.
     Black Bart terá pilhado mais de 400 navios e foi provavelmente o pirata de maior sucesso de sempre, terminando com ele a época de ouro da pirataria. Entretanto, os mares “encolhendo” pois eram cada vez mais patrulhados pelas marinhas dos reinos que sofriam com a pirataria. O pirata inglês Barba Negra morreu em 1718, o capitão Kidd tinha sido enforcado em Londres em 1701.
    Entretanto, os arqueólogos continuam a maravilhar-nos com descobertas de destroços dos navios de alguns piratas e corsários famosos. Os destroços do “ Quedagh Marchant” do capitão Kidd, foram finalmente encontrados ao largo da República Dominicana.
     Ainda hoje, nem sempre é possível distinguir o mito da realidade no que respeita à pirataria. A título de exemplo, mesmo a nacionalidade e origem de Cristóvão Colombo, continua um dos maiores mistérios em aberto, sendo apenas certo que não era genovês. Historiadores têm estudado documentos que referem Pedro Coulão (referido outras vezes com grafia “colom”, “colon”, “colombo”…) como corsário ao serviço de Portugal desde 1470, atacando navios de Veneza e Génova (entre outros) conforme relatam, em várias situações, os arquivos das nações…”



(Pesquisa de A. Mendes)
Continua..
“Museu do Mar S. P.”
   


sábado, 3 de dezembro de 2016

[9977] - A DIVA E O VILÃO...


Conta-se que na década de 70, quando Gina Lollobrigida 
foi a Cuba para uma entrevista ao "Comandante", seduzido
pela beleza dela, Fidel Castro lhe terá prometido:
- Peça o que quiser, que eu providenciarei...
Ela imediatamente sugeriu:
- Abra as fronteiras! Deixe ir embora quem quiser!
O Barbudo arregalou os olhos:
- Àh! Sua marota!!!! Queria ficar sozinha comigo aqui na ilha, não é?!
(Colab. Tuta Azevedo)

[9976] - DOLCE FAR NIENTE...


OS PORTUGUESES, UM  POVO FELIZ
(Humor negro)

– Segundo um estudo do Prof. José Colmeia vindo recentemente a público, os portugueses já podem ser felizes porque têm quem trate, por eles, das suas coisas  e, por isso, não têm de se preocupar ou incomodar com elas, nem têm de dizer mal de si próprios por aquilo que fariam com elas. Os portugueses podem agora apreciar e gozar “il dolce far niente” pois, de facto:
   
 Da  sua banca tratam os espanhóis.
   
 Da  sua electricidade tratam os chineses.
       
 Dos  seus combustíveis tratam  os angolanos.
       
 Da  sua TAP tratam os brasileiros.
       
 Dos  seus aeroportos e espaço aéreo tratam  os franceses
     
 Do seu correio tratam os ingleses, franceses, alemães e noruegueses.
     
 Das  suas comunicações tratam os angolanos e os  franceses.
       
 Da  sua moeda trata o Banco Central  Europeu.
       
 Da  sua economia trata o Euro-grupo.

 Do  seu governo trata a Comissão da União Europeia.

O Estudo mostra também que os portugueses estão muito felizes por terem tantos amigos estrangeiros a tratar das suas coisas e que nunca irão perdoar ao PM António Costa por não ter deixado:
     
 os mexicanos tratarem do Metro de Lisboa e da Carris.
   
 os franceses tratarem do Metro do Porto.
       
 os espanhóis tratarem dos Transportes Colectivos do Porto.

porque tal  significaria mais descanso e mais tranquilidade que os portugueses  teriam quanto ao tratamento das suas coisas.

Foi um acto imperdoável não os deixar tratar dessas nossas coisas aliviando-nos desse incómodo.

 O estudo do Prof. Colmeia assinala ainda que os poucos portugueses que ainda tratam das poucas coisas portuguesas que restam para eles tratar, fazem um esforço para se parecerem com os amigos estrangeiros e, para isso, têm  vindo a fixar residência na Holanda.

(Autor desconhecido
Colab. Tuta Azevedo)

[9975] - AS CRÓNICAS DE ARSÉNIO DE PINA...


 

 O efeito de estufa/aquecimento global

A notícia do Acordo de Paris sobre o aquecimento global assinado pelos maiores poluidores mundiais, China e EUA, e a Reunião de Marraquexe, em Marrocos, em curso, para a execução desse Acordo, dão-me alguma esperança que o bom senso vá prevalecer para limitar os danos e evitar a catástrofe previsível que já vai dando sinais da sua gravidade. É óbvio que para se proceder assim, é preciso ter no coração e cérebro, uma boa dose de senso moral e convicção, virtudes bem raras nos políticos, parecendo alguns ser antes sociopatas. Aproveito a ocasião para recapitular algo que já escrevi, acrescentando algumas novidades relativamente ao efeito de estufa e suas consequências imediatas, o aquecimento global e as consequências desta.
O actor de cinema Leonardo Di Caprio, um patrocinador da luta contra a poluição e o aquecimento global, vem mostrando, através de um filme, as consequências do efeito de estufa, através de entrevistas de cientistas, líderes políticos e das vítimas desse desmando, tentando dar força às resoluções da última Reunião de Paris, a qual, finalmente parece ter levado a tomar medidas pertinentes, os principais líderes políticos mundiais, cujos países são os maiores responsáveis pela poluição atmosférica e do meio ambiente, que já levou à destruição da biodiversidade em mutos países, com a subversão de muito ecossistemas onde animais e plantas viviam. Como já não se pode negar os efeitos nefastos da poluição do meio ambiente pelo uso imoderado de combustíveis fósseis (petróleo, carvão e gás), que são fontes de energias não renováveis, os países mais poluidores aceitaram pôr em marcha a substituição deste tipo de energias por outras, as renováveis (solar, eólica, das ondas do mar, e, no futuro, com o avanço da tecnologia, à base de hidrogénio).
Ultimamente, tem havido grandes progressos na produção de baterias. Elas armazenam energia elétcrica, o que vem estimulando a construção de automóveis eléctricos que, no futuro, irão substituir os movidos a gasolina e gasoil. Venderam-se, em 2016, cerca de 500.000 automóveis eléctricos, e graças aos progressos tecnológicos aplicados às baterias, esse número subirá para 50 milhões em 2025, portanto, daqui a nove, dez anos. Ter em conta que os automóveis e outros meios de transporte utilizam 55% do petróleo consumido no mundo. As empresas que mais investem nessa tecnologia (baterias) são a Tesla, Nissan e BMW.
Os plásticos, que vieram revolucionar imenso a nossa maneira de viver e de economizar, dada a variedade de formas a que se prestam, vêm, infelizmente, sendo um dos grandes poluidores do meio ambiente, dada a sua durabilidade e resistência. Grande percentagem do lixo doméstico e industrial é composto por plástico, criando problemas para a sua destruição ou reciclagem, utilizando-se, na maioria dos casos, o fogo, que faz libertar grande quantidade de gases tóxicos. O mar está intensamente poluído com plástico boiante, prejudicando peixes, aves e tartarugas que o ingerem, matando-os. Havendo plástico biodegradável, deveria proibir-se terminantemente a produção de plástico não degradável com a sua substituição pelo biodegradável, mesmo com aumento de preço, dado os benefícios para a Natureza.
A substituição do carvão e petróleo pelo gás – estratégia europeia em salvação das petrolíferas, quando deveria defender a saúde dos povos e do ecossistema – não resolve o problema, pelo contrário, agrava-o, dado que o metano que se liberta na extracção do gás, no seu transporte e uso, têm setenta vezes mais poder de estufa do que o dióxido de carbono ou anidrido carbónico, isso devido ao facto de o gás combustível ser composto principalmente por metano, segundo nos informa o engenheiro do ambiente e investigação João Camargo. Outro grande produtor de metano é a criação de gado para produção de carne, havendo estudos que demonstram libertarem tanto ou mais metano do que os carros (30% da poluição atmosférica). Grande quantidade de metano está retida por baixo do gelo dos glaciares e o aumento da temperatura global vem diminuindo a espessura do gelo e provocando a sua destruição com libertação de enorme quantidade de metano. Nas últimas décadas tem havido uma subida de temperatura da ordem de 1 a 1,5 graus C., e prevê-se aumento dessa temperatura da atmosfera, devido aos danos já provocados com consequente continuação do degelo e maior subida do nível da água do mar. Esta subida afecta vários países (Bangladeche e ilhas do Pacífico, que já estão com graves problemas e, com o tempo, os seus habitantes terão de emigrar), cidades costeiras e praias. Um aquecimento global acima de 2 graus C. será potencialmente catastrófico para o planeta por pôr em causa o equilíbrio global. O Acordo de Paris tem por objectivo não ultrapassar 1,5 graus C. de aquecimento global.
Dois terços do anidrido carbono são retidos pelo mar, mas o aumento desta taxa de absorção provoca acidez da água e leva à libertação de metano retido no fundo do mar sob forma neutralizada.
O aumento da temperatura acarreta evaporação da água do mar e maior massa de vapor de água quente na atmosfera, temperaturas mais elevadas da água, com alterações nas correntes marítimas que têm reflexos nos países por onde circu*Pediatralam essas correntes marítimas. Disso resultam temporais, tufões, ciclones, chuvas copiosas acompanhadas de temporais que arrasam tudo pela sua passagem. A nível de outras regiões, afectam terras e florestas, provocando secas e incêndios com destruição de florestas e animais. A Corrente quente do Golfo do México, por exemplo, que se dirige para o Norte e beneficia o Reino Unido e outros países da região, poderá deixar de circular devido à entrada de água doce fria do degelo dos glaciares do polo Norte, criando uma nova era glaciar no Norte da Europa.
O Programa das Nações Unidas para o Ambiente declarou, depois do Acordo de Paris, que os estragos já feitos pelos países e as indústrias criadas levarão a que, ainda em 2030, sejam libertadas para a atmosfera 12 a 14 mil milhões de toneladas de anidrido carbónico acima do limite máximo, limite para que não haja alterações climáticas perigosas. Se não começarmos já a assumir acções às do Acordo de Paris, iremos chorar uma tragédia humana que poderia ter sido evitada, avisou o director da Agência da ONU, Erik Solheim. 97 países, daqueles 197 que assinaram o Acordo, já o ratificaram. Juntos são responsáveis por 66% das emissões de gases com efeito de estufa.
Termino congratulando-me por não estarmos mal, em Cabo Verde, no capítulo da substituição das energias fósseis não renováveis pelas renováveis, embora pudéssemos estar mais avançados, se os diferentes governos tivessem escutado as vozes de alguns técnicos nacionais conhecedores do assunto, sem estarem a olhar para a sua militância política – a pecha maior do nosso Estado, de privilegiar a militância em substituição da competência -, de entre os quais cito dois que conheço melhor, António Pedro Silva e Januário Nascimento. Se usasse chapéu, o que nos tempos actuais ninguém já usa, tirá-lo-ia em homenagem às suas lutas.
Praza ao Bom Deus de todas as religiões que o Presidente Trump não venha a destruir as esperanças que nasceram com o Acordo de Paris, por ser dos que não acreditam no efeito de estufa.

Parede, Novembro de 2016 
Arsénio Fermino de Pina
Pediatra e sócio honorário da Adeco

[9974] - DUVIDA LEGITIMA?!


“Se em 1975 tivesse adiado por um pouco a independência, possivelmente Cabo Verde tê-la-ia adiado até hoje”, afirmam os professores universitários José Miguel Pinto dos Santos e José Ramón Pin, num artigo hoje publicado no jornal português ‘Observador’.



Seria hoje Cabo Verde um país independente se, em 1975, tivesse optado pela autonomia? A entrada de Portugal naquela que, na altura, se designava de CEE teria provavelmente adiado esse sonho, apontam os professores universitários José Miguel Pinto dos Santos e José Ramón Pin.

Fazendo inicialmente um retrato sobre o que eram as Canárias antes da entrada de Espanha na CEE e aquilo em que se tornaram, os dois autores recordam que aquela região espanhola era, em 1986, “uma das regiões mais pobres da Europa”. 30 anos passados e o arquipélago transformou-se “beneficiando das ajudas europeias e do acesso ao mercado único, o crescimento do rendimento dos seus habitantes tem sido acelerado, o seu desenvolvimento económico tem sido rápido e o bem-estar das suas populações tem aumentado significativamente”.

E é aqui que entra a possibilidade de Cabo Verde ter, em 1975, optado por outro caminho qe não o da independência. Em 1975, “Cabo Verde, um arquipélago ao largo da costa africana a sul das Canárias, tinha-se tornado independente, não só devido a vontade própria, mas também empurrado por vontade alheia”, escrevem José Miguel Pinto dos Santos e José Ramón Pin no texto publicado pelo ‘Observador’.

Reconhecendo o mérito de Cabo Verde “Verde ter agarrado a oportunidade quando ela lhe surgiu” e que desde então “não obstante a pobreza dos seus recursos naturais e de vários entraves estruturais ao crescimento, Cabo Verde tem feito um notável percurso de desenvolvimento económico e humano, e também de melhoria na qualidade de vida dos seus habitantes, através da liberalização e abertura da sua economia”. Um caminho que fez com que Cabo Verde se tornasse num “país democrático, livre e em paz, e já deixou de ser um dos países mais pobres do mundo, como o era há quarenta anos”.

Mas, e se, questionam, Cabo Verde tivesse decidido adiar a sua independência? “Certamente que em 1976 se teria tornado numa Região Autónoma tal como os Açores e a Madeira. Depois, quando Portugal iniciou o seu processo de ascensão à CEE em 1977, decerto que teria sido também incluído, juntamente com os Açores e Madeira, no dossier de adesão. À medida que as diversas ajudas comunitárias de apoio ao desenvolvimento regional e humano tivessem sido disponibilizadas, e com a consciencialização de que ainda mais viriam no futuro próximo, o desejo de adiar o início do processo de independência, pelo menos entre aqueles que as recebiam e administravam, ter-se-ia intensificado”, apontam Pinto dos Santos e Ramon Pin.

Com a entrada de Portugal na CEE em 1986 e com a entrada dos apoios comunitários, “a vontade de adiar o projecto de independência nacional ter-se-ia alargado a uma faixa populacional mais ampla. É razoável assumir que dentro da União Europeia (UE) o crescimento económico cabo-verdiano teria ainda sido mais espectacular do que foi, mesmo que não resultasse no nível de rendimento que as Canárias têm hoje”.

Outra vantagem, apontam os dois autores: “E depois viriam ainda o Euro e Schengen. E uma vez dentro do Euro e de Schengen quem seria o cabo-verdiano que quereria a independência, deixar a UE e aderir à OUA?”

Hoje, Cabo Verde, estaria, enquanto membro da EU, a lidar “com uma crise de refugiados e a sofrer das decorrentes tensões sociais e falta de segurança”. “Não há UE sem senão”, ironizam.

“Se em 1975 tivesse adiado por um pouco a independência, possivelmente Cabo Verde tê-la-ia adiado até hoje. Provavelmente seria bastante mais rico. Mas de certeza que seria menos autónomo e independente. Mas, ter aproveitado a janela de oportunidade em 1975, terá sido visão estratégica ou acaso?”, concluem. (Expresso das Ilhas)

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

[9973] - MORABEZA....

Mesmo debilitada pelos seus próprios achaques, Nouredini, a nossa amiga de além Atlântico, lá de Salvador da Bahia, onde ainda é de manhã, telefonou para saber deste vosso amigo, reflexo à nota que publiquei há dois dias...
A surpresa quase superou a comoção e inundou-me a alma a certeza de que, afinal, MORABEZA, nas suas diversas manifestações gráficas e sonoras é um sentimento universal, capaz de unir pessoas que apenas se conhecem pela palavra...Obrigado Heide! Por muito mal que estivesse, sua chamada me garantiria a cura eterna!

[9972] - AS CORES DE ÁFRICA - (2)


 (Remetida por A.Mendes - Consultar "Post" Nº 9966)

[9971] - POEIRA DOS TEMPOS...

Remetida por Artur Mendes

[9970] - TI LOBO E CHIBIM...



Cauberde nunca se afirmará linguística, histórica e culturalmente contestando, mas sim assumindo-se!
“Ti Lob e Chibinh” é uma história tipicamente cauberdiana – cauverdiana-, contada em Casa, nas famílias. Eu e os meus irmãos conhecemo-la desde “rapazes novos”.
A história que segue em anexo – “Adiu e Cambel”- é contada em Damão. Pois aqui encontramos uma pertinente relação entre elas: o fundamento moral e social é o mesmo. A amizade, a amizade interessada, a esperteza, o logro, a intrujice, o abuso de coisa alheia, a consequência, a resposta inteligente, a ironia que é uma caraterística dos textos crioulos.
Proponho ao jovem, ao estudante – de História, de Línguas, Linguística, Filologia, Antropologia, Sociologia e outras áreas científicas - a todo o curioso cauberdiano interessado que procure realizar investigação ao nível da antropologia social, cultural e religiosa dos textos de Korlai, Ceylão (Sri Lanka) e Damão, mas não somente. Os resultados serão, seguramente, inesperados e entusiasmantes para qualquer pessoa. Revelarão, estou seguro disso, muitas características do cauberdiano no seu meio familiar, social, cultural e religioso. 
Assim é que em Cabo Verde deve fazer-se, e muito, muito mais: investigar. Tanta e tanta área para fazer investigação científica e obter nova e mais informação. Vejamos, exemplos. 
História: seminário de S. Nicolau- conjura/revolta dos Pintos, Goa, Abade Faria; 1787 – 1850; aquela frase lapidar de Gabriel Mariano de que “em Cabo Verde nunca houve escravatura”.  
Linguística: investigar os crioulos escritos e os falados, diacrónica e sincronicamente; 
Antropologia: analisar o comportamento familiar, social, cultural e religioso da pessoa cauberdiana... 
Apenas pouquíssimos exemplos, dentre inúmeros. Cauberde só está a perder e muitíssimo... “tud paicv e mv e ôtres mas pikinin”. O mal está feito, não há que chorar sobre o leite derramado. É recomeçar, simples, paciência! Recomeçar limpo e nos caminhos da interrogação e da busca pela Verdade Científica, Moral e Sentimental da nossa Nação! Que seja exemplo para todas as áreas académicas/científicas e da nossa sociedade. Que não se repita, nunca mais. Não esquecer, perdoar, no plano moral, não repetir e seguir caminho! - José Gabriel Mariano




[9969] - LÍNGUA-MÃE...

Princípios para uma Pátria da Língua Portuguesa
TEXTO: CARLOS FRAGATEIRO · 29 NOVEMBRO, 2016
IMAGEM: RUTE HENRIQUES



Entrar no projecto a Minha Pátria é a Língua Portuguesa obriga-nos, como já dissemos, a descentrarmo-nos, a sermos, para além de portugueses, brasileiros, angolanos, timorenses, cabo-verdianos, guineenses e moçambicanos
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Terra Pátria / Língua Portuguesa

Mas da mesma forma que é necessário sermos de múltiplos lugares, os da língua, é fundamental que as análises e as perspectivas que se desenvolvam sobre essa Pátria tenham em conta os múltiplos olhares e as diferentes perspectivas que esses lugares trazem. Porque juntar na mesma mesa gente de diferentes culturas e religiões a falar sobre o estado do mundo e os futuros possíveis é, necessariamente, uma vantagem estratégica no contexto internacional e uma das forças desta Pátria da Língua Portuguesa.

Da mesma forma que se hoje existe uma clara consciência que, para sermos capazes de construir um conhecimento global e complexo, é necessário trabalharmos com equipas multidisciplinares, começa também a haver consciência que temos de trabalhar com elementos das diferentes partes do mundo para que as diferentes culturas e os diferentes olhares se encontrem, se cruzem e se contaminem, na procura de uma ideia cada vez mais clara e global desta nossa Terra Pátria, como diria Edgar Morin.

Por isso, para compreendermos a realidade múltipla desta Pátria / Língua temos obrigatoriamente de trabalhar com equipas dos diferentes olhares e culturas que esta língua transporta, pois a importância de olhares de diferentes lugares que, naturalmente, trazem diferentes perspectivas, é de uma riqueza única para a compreensão do mundo complexo e múltiplo em que hoje vivemos.

Do Multidisciplinar ao Multilocal

A questão com que hoje nos confrontamos é que apesar de termos consciência que o facto de trabalharmos com equipas multilocais dá uma outra riqueza e profundidade ao que fazemos, a verdade é que isso raramente acontece. As estruturas e os projectos ficam, maior parte das vezes, fechados no seu pequeno mundo, nos seus interesses e na sua visão, sem minimamente se questionarem, e por isso há ainda muito a fazer para que esta outra realidade dos múltiplos olhares, que pensamos fundamental para a construção dum sentido para a Pátria da Língua, se possa concretizar.

O que aconteceu recentemente com o lançamento de um Atlas da Língua Portuguesa é exemplo dessa dificuldade: concebido por uma equipa do ISCTE, e patrocinado pelo Instituto Camões com prefácio do Ministro Augusto Santos Silva, este Atlas, que foi apresentado na última cimeira da CPLP no Rio de Janeiro e que pode ser um instrumento fundamental para a afirmação duma cidadania global, foi concebido por uma equipa de portugueses, quando o deveria ter sido por equipas com os múltiplos olhares e culturas que o universo desta língua tem e que são a sua grande riqueza.

Caso contrário, como acontece, não ultrapassamos as visões parciais da realidade, algo que já tinha acontecido com um outro trabalho do ISCTE sobre o Valor Económico da Língua Portuguesa, onde há uma lista de personagens de referência da língua portuguesa que se percebe claramente que é produto duma visão unilateral.

Faz – Ideias em Português

E tudo poderia ser tão simples, como se pode ver no projecto Faz, Ideias em Português, da Fundação Calouste Gulbenkian, onde olhares cruzados, entre portugueses que vivem dentro e fora de Portugal, criam propostas para melhorar o quotidiano dos portugueses. Apesar de se confinar só ao universo de Portugal, este projecto tem sido uma prova que, se juntarmos olhares múltiplos sobre uma determinada realidade, as propostas que surgem são efectivamente inovadoras. Na verdade o terreno propício para a inovação é o dos espaços múltiplos onde a discussão e o confronto de ideias são possíveis [1].

Talvez a abertura da exposição de Lisboa Global no Museu de Arte Antiga em Lisboa, adiada por razões até à vista inexplicáveis, nos possa abrir perspectivas, e ajudar-nos a perceber o que foi feito para termos sido os pioneiros da globalização, e como se construiu uma visão que nos permitisse interagir e trabalhar com outras culturas e olhares do mundo.

[1]– FAZ, ideias de origem portuguesa, é uma iniciativa dirigida à diáspora portuguesa. Sabe-se que existem 2,3 milhões de portugueses no mundo, nascidos em Portugal, e que se contarmos com os descendentes, a soma aumenta para os 5 milhões. Com o mote “Lá se pensam, cá se fazem”, FAZ desafia esses 5 milhões a conceberem, um projecto de empreendedorismo social a concretizar em território português. No fundo, FAZ é um concurso de ideias, mas também um apelo aos talentos da diáspora portuguesa para que se mobilizem no sentido de construírem o futuro da comunidade que é de todos

[9968] - EM JANEIRO DE 2017, REGIONALIZAÇÃO?!...

Ulisses Correia e Silva, Primeiro-Ministro
O Governo promete relançar em Janeiro do próximo ano o debate sobre a regionalização no país, sendo que a proposta é avançar com o modelo de regionalização administrativo em que haverá um órgão com poderes intermédio, entre Governo e autarquias.



A informação foi avançada hoje pelo primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, em declarações aos jornalistas, depois de presidir à abertura do VIII Congresso da Associação Nacional dos Municípios de Cabo Verde (ANMCV), que decorre na Cidade da Praia.

“Temos um modelo de regionalização que é administrativa. Vai haver um órgão com poder executivo, mas com poderes que estão entre os poderes do Governo central e dos municípios”, explicou, adiantando que haverá ainda um órgão deliberativo que será a Assembleia Regional, eleita.

O objectivo, conforme o chefe do Governo, é ter uma perspectiva global e integrada das necessidades da ilha, a nível político, administrativo, económico social e cultural.

Ulisses Correia e Silva considera que com este modelo não haverá sobreposição de poderes e competências entre os poderes central e local.

“Há uma lacuna que tem de ser colmatada que é um modelo de governação mais consonante com o desenvolvimento de cada uma das ilhas, que são os nossos territórios de base”, explicou.

Expresso das Ilhas

[9967] - QUEM NÃO SE SENTE....

No noticiário das 13.h00 de 29.11.2016, da Rádio Nacional a ministra das Infraestruturas e Transportes, Eunice Silva, falava à comunicação social que no Orçamento de Estado para o próximo ano há uma verba de 140 mil contos do Fundo do Turismo que será aplicado de seguinte modo: Construção de estradas de penetração no interior de Santiago; construção e manutenção de Estradas em Santo-Antão, manutenção das orlas marítimas do Paul, Porto Novo Calheta; requalificação de alguns bairros degradados  na Boa Vista e no Sal. Em Junho o governo já tinha disponibilizado 60 mil contos ao município de Calheta de S. Miguel ,em 15 de Setembro lançou a 1ª pedra para requalificação do Porto de Calheta orçado em 40 mil contos, num espaço de 6 a 7 meses só esse município comeu 100 mil contos dos impostos pagos por todos os cabo-verdianos.
Dos 400 mil contos do Fundo do Turismo que o governo irá distribuir aos municípios, mais de 70 a 80% desse montante ficará nos municípios de Santiago.
Para os municípios com uma população inferior a 15 mil pessoas, o Governo decidiu atribuir-lhes uma verba de 100 mil contos, do referido Fundo essa medida tem como única finalidade ,DAR MAIS RECURSOS FINANCEIROS à ilha de Santiago... São quatro os municípios que o governo quis beneficiar com esta tirada: São Salvador do Mundo (8.677 hab.), S. Domingos (13.808);S.L. dos Órgãos (7.388 hab); Rª Grande Santiago 8.325 (hab)... Sem duvida que há outras ilhas como a Brava, município do Paul, Maio S. Nicolau e St. Catarina do Fogo, que sairão a ganhar. Nos comentários que já tive oportunidade de ler no artigo de Opinião sobre a Regionalização do Ricardino Neves, há menines de soncente que se opõem à Regionalização.
No orçamento para 2017, S. Vicente ficou a ver navios, ficamos com as mãos a abanar. No orçamento anterior , aprovado em Setembro ou Outubro, S. Vicente teve apenas e só 5%, enquanto  Sta. Catarina de Santiago com uma população muito inferior. teve uma verba muito superior. Quem dera ao Augusto Neves, ou S. Vicente, ter os 100 mil contos que o Governo de Ulisses já colocou na Calheta de S. Miguel! .- Eduardo Monteiro.